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Região de Coimbra quer bilhete único para transportes públicos

Coimbra deu desconto familiar no IMI em 2018, mas em 2019 já não dá. Fotografia: D.R.
Coimbra deu desconto familiar no IMI em 2018, mas em 2019 já não dá. Fotografia: D.R.

A Comunidade Intermunicipal de Coimbra deverá lançar um bilhete único para todos os transportes públicos

A Comunidade Intermunicipal de Coimbra deverá lançar um bilhete único para todos os transportes públicos, no âmbito da reforma da mobilidade, setor que representa anualmente um investimento somado de 213 milhões de euros nos 19 municípios.

A revelação foi feita hoje, na Mealhada, durante a apresentação do Plano Intermunicipal de Mobilidade e Transportes (PIMT) da Comunidade Intermunicipal (CIM) da Região de Coimbra, que abrange os municípios de Arganil, Cantanhede, Coimbra, Condeixa-a-Nova, Figueira da Foz, Góis, Lousã, Mealhada, Mira, Miranda do Corvo, Montemor-o-Velho, Mortágua, Oliveira do Hospital, Pampilhosa da Serra, Penacova, Penela, Soure, Tábua e Vila Nova de Poiares.

A criação de um sistema de integração bilhética e tarifária dos diversos operadores de transporte público e a criação de títulos de transporte multimodais são duas das propostas que constam nos documentos apresentados por Jorge Brito, secretário executivo da comunidade.

O novo título único, cuja data de lançamento não foi revelada, funcionará na mesma lógica do Andante, o bilhete único para os transportes públicos na Área Metropolitana do Porto, ou o bilhete Sete Colinas, em Lisboa.

Trata-se de um bilhete único para diversos meios de transportes públicos. O preço a pagar depende do trajeto a efetuar e não do modo de transporte que utiliza ou do número de embarques que o utente efetua.

Para além da chamada “integração bilhética e tarifária”, os documentos apontam também para flexibilização do transporte público, o reforço da intermodalidade e a introdução de novos sistemas de informação ao público, “que desempenharão um fator chave na atratividade e competitividade do setor”, garante a CIM.

Numa região centrada em Coimbra, com entradas e saídas diárias na cidade de moradores e visitantes de toda a região, que usam preferencialmente viatura própria (72%), a CIM vai apostar ainda mobilidade ciclável e pedonal, que está dependente da criação de infraestrutura dedicada, como pistas e acessos que garantam todas as condições de segurança nas deslocações diárias.

A região possui uma boa rede de infraestruturas rodoviárias, com uma extensão de aproximadamente 15.000 km, garante a CIM. Os custos de investimento médios anuais relacionados com mobilidade, rede viária, estacionamento, transporte público, rede pedonal e iluminação pública ronda os 213 milhões de euros. Mais de metade dessa verba é investida em iluminação pública.

Em termos de segurança rodoviária destaca-se a vontade de rever as tarifas na A14 (ligação da Figueira da Foz a Coimbra) e A13 (ligação de Penela, Miranda do Corvo, Condeixa-a-Nova a Coimbra, a conclusão do IC6 de ligação de Tábua a Oliveira do Hospital e a construção de uma alternativa à Estrada da Beira.

A CIM quer ainda reduzir até 2023 em 20% as emissões de CO2, contando para isso com um conjunto de ações que passam pela aplicação de “planos de mobilidade sustentável para as escolas (para reforço do uso dos modos suaves, aliado a um plano intermunicipal de segurança rodoviária)”.

Outras medidas são a reestruturação das redes de transporte público rodoviário, concretização do Sistema de Mobilidade do Mondego, reestruturação das redes de transporte público rodoviário e criação de uma rede de Urbanos da CP de Coimbra

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