aviação

Reino Unido processa Ryanair por não compensar passageiros por cancelamentos

Michael O'Leary, CEO da Ryanair. (Fotografia: Will Oliver/ EPA)
Michael O'Leary, CEO da Ryanair. (Fotografia: Will Oliver/ EPA)

A transportadora aérea de baixo custo está a ser acusada de travar indemnizações aos passageiros.

A disputa entre a Autoridade de Aviação Civil britânica (CAA) e a Ryanair chegou aos tribunais. A CAA informou esta quarta-feira que avançou com uma ação legal contra a Ryanair, exigindo à companhia aérea as compensações devidas aos passageiros por perturbações nos voos, durante as folgas dos tripulantes de cabine.

Segundo o jornal El Mundo, o anúncio foi feito, em comunicado, pela CAA, que iniciou uma investigação, em setembro deste ano, para determinar se a transportadora irlandesa estaria a violar os direitos dos clientes, depois do cancelamento de milhares de voos.

A CAA sublinhou que tomou esta decisão porque as folgas não são “circunstâncias extraordinárias”, como refere a empresa, pelo que não estão isentas da legislação europeia EC 261/2014, que diz que os gastos adicionais provocados por atrasos ou cancelamentos têm direito a reembolso. Estes gastos extra incluem refeições, alojamento e custos de deslocação.

Ainda de acordo com a lei, um cancelamento ou atraso superior a três horas dá direito a uma compensação de até 600 euros.

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