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Remunerações da administração dos CTT aumentam em 203 mil euros até setembro

(Amin Chaar / Global Imagens)
(Amin Chaar / Global Imagens) Fotografia: D.R.

Subidas "estão relacionadas com a reposição salarial para todos os trabalhadores dos CTT, incluindo a administração", indica a empresa.

As remunerações do Conselho de Administração (CA) dos CTT aumentaram em 203 mil euros nos primeiros nove meses deste ano, para mais de dois milhões de euros, em termos homólogos, informou hoje o grupo.

No relatório enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) a dar conta dos resultados até setembro, a empresa revelou que no período em análise as remunerações do CA, em 30 de setembro deste ano, totalizavam os 2,08 milhões de euros, um valor superior aos 1,89 milhões contabilizados no ano passado.

Os CTT explicaram à agência Lusa que estas subidas “estão relacionadas com a reposição salarial para todos os trabalhadores dos CTT, incluindo a administração”.

A empresa avançou ainda que quando assumiu funções, em maio, o presidente-executivo dos CTT, João Bento, “cortou em 25% o seu próprio salário e o salário do presidente do Conselho de Administração, e em 15% o dos restantes administradores”

O aumento até setembro começou nas remunerações fixas, que em 2018 eram de 1,7 milhões de euros e em 2019 cresceram para 1,9 milhões de euros, pode ler-se no documento divulgado pelo grupo.

Os gastos com PPR (Plano Poupança Reforma) passaram de 137 mil euros para 157 mil euros, tendo a remuneração variável de longo prazo (bónus) sido de mais de 38 mil euros (30 mil euros em 2018).

No relatório, a empresa explica que esta remuneração variável só será paga no final do ano e que diz respeito aos nove meses em análise, tendo sido calculada “por uma entidade independente”, tendo por base vários critérios de avaliação.

Também a Comissão de Auditoria da empresa viu a sua remuneração aumentar, de 127.500 euros para 140.357 euros nos primeiros nove meses (face ao período homólogo).

A assembleia-geral mantém o valor de 14 mil euros até setembro.

Com as atualizações, os gastos com os órgãos sociais fixaram-se em 2,29 milhões de euros, enquanto nos primeiros nove meses de 2018 tinham sido de 2,07 milhões de euros.

Globalmente, os gastos com o pessoal na empresa desceram de 266 milhões de euros para 262 milhões de euros até setembro deste ano, face ao mesmo período do ano passado.

As remunerações aumentaram, de 195 milhões de euros para 197 milhões de euros, mas os CTT pagaram menos quase sete milhões de euros em indemnizações este ano.

Em 30 de setembro, o número de trabalhadores do grupo era de 12.679, mais 0,7% do que em 2018, graças, sobretudo, ao Banco CTT (com a integração da 321 Crédito) e à área de negócios expresso e encomendas. Já no segmento de correios, o número de colaboradores caiu 0,7%.

João Bento substituiu Francisco de Lacerda na presidência executiva dos CTT, na sequência da sua renúncia do cargo antes do final do mandato.

Os lucros dos CTT aumentaram em 99,7% até setembro, em termos homólogos, atingindo 22,9 milhões de euros.

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