Energia

REN investe 170 milhões em gasoduto no Chile

Foto: DR
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REN vai investir 172 milhões de euros na compra de 42,5% da Eletrogas, empresa que gere o maior gasoduto do Chile

A REN vai adquirir 42,5% do capital social da empresa chilena Electrogas. O anúncio da compra já foi comunicado à CMVM e envolve um investimento de 180 milhões de dólares (172 milhões de euros).

“A Electrogas SA tem 165,6 kms de gasodutos reversíveis em operação no Chile, ligando o terminal de regaseificação de Quintero/Valparaiso, localizado num dos portos marítimos mais importantes do Chile, à capital Santiago, o maior centro populacional do País. Através deste gasoduto, o gás natural é entregue a diversas centrais de produção de eletricidade, a empresas industriais grandes consumidoras, bem como a distribuidoras de gás natural”.

A aquisição vai ser concretizada “através de uma sociedade do grupo REN e está sujeita, nos termos do contrato, à verificação de um conjunto de condições suspensivas, entre as quais o não-exercício do direito de preferência pelos demais acionistas da Electrogas S.A”.

Para o negócio, que se enquadra no plano estratégico aprovado pelo Conselho de Administração da REN para 2015-2018, “foi determinante o forte conhecimento que a REN detém no setor do gás natural em Portugal”, revela a empresa, detalhando que caso se venha a concretizar esta operação, “Portugal continuará a ser o principal mercado da REN, onde continuará a investir para garantir as necessidades de infraestruturas de eletricidade e gás natural a longo prazo, com uma orientação permanente para a melhoria do desempenho e qualidade de serviço, a fim de fornecer um serviço fiável, seguro e eficiente ao menor custo possível para o país e para os consumidores”.

“A REN procura assim cumprir um dos seus objetivos de médio e longo prazo ao adquirir uma participação relevante num ativo enquadrado num dos setores onde detém ampla experiência e num país com uma economia estável e competitiva”, refere no comunicado à CMVM.

Em nota à imprensa, a empresa acrescenta que “este projeto proporciona crescimento, diversificação de ativos e cria oportunidade para aplicar além-fronteiras o grande conhecimento técnico e operacional que a REN tem na gestão de sistemas de transmissão, integração e armazenamento de energia”.

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