Energia

REN. Novo plano “não tira investimentos do mapa” – Rodrigo Costa

João Conceição, COO da REN, Rodrigo Costa, CEO da REN. Fotografia: Diana Quintela /Global Imagens
João Conceição, COO da REN, Rodrigo Costa, CEO da REN. Fotografia: Diana Quintela /Global Imagens

Presidente executivo da REN diz que apenas mudou metodologia da elaboração do plano de investimento.

O presidente executivo da REN, Rodrigo Costa, disse hoje que o Plano de Desenvolvimento e Investimento na Rede de Transporte de Eletricidade (PDIRT-E 2017) “não tira quaisquer investimentos do mapa”, tendo mudado apenas a metodologia.

“Os investimentos são os mesmos que sempre estiveram lá”, afirmou à Lusa Rodrigo Costa, à margem da inauguração do ‘datacenter’ da REN — Redes Energéticas Nacionais, em Famalicão.

A REN – Redes Energéticas Nacionais propôs uma redução de 30% no investimento até 2022, segundo o PDIRT-E 2017, que a Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) colocou na quinta-feira em consulta pública.

Segundo Rodrigo Costa, o que mudou foi a “metodologia” de elaboração do plano de investimento, com um maior detalhe num horizonte de curto prazo, apresentando o que “tem de ser feito” num período de três anos.

“Desta vez, tentámos ser mais claros em relação a explicar o que são os investimentos que têm de acontecer porque a rede precisa. Mas todos os nossos planos são realistas, a forma como os planos são apresentados é que é diferente”, referiu.

Rodrigo Costa disse esperar que o plano seja “finalmente” aprovado, para se conseguir um ritmo de investimentos “mais equilibrado e mais previsível”.

Recorde-se que, há dois anos, a ERSE considerou desajustada a proposta de investimento da REN na rede de transporte de eletricidade entre 2016-2025 (o PDIRT-E 2015), que ascendia a um total 1.165 milhões de euros.

Na inauguração do ‘datacenter’ (centro de dados) da REN, o ministro da Economia afirmou hoje que PDIRT-E 2017 é “mais realista”, deixando de lado projetos “megalómanos” anteriormente propostos.

Segundo a ERSE, só o investimento previsto para os primeiros cinco anos do plano, de 607 milhões de euros, representaria um aumento na tarifa de uso da rede de transporte no ano de 2020, comparativamente com o nível tarifário em 2015, entre cerca de 2,6% e 5,3%.

O regulador do setor energético elogiou a definição pela REN dos projetos na rede de transporte de eletricidade sobre os quais o Estado tem que tomar uma decisão final, o que pode “facilitar a aprovação do plano”.

Segundo a REN – Redes Energéticas Nacionais, “o montante global de investimento que carece de Decisão Final de Investimento (DFI) nesta edição de PDIRT [Plano de Desenvolvimento e Investimento na Rede de Transporte de Eletricidade 2017] é de aproximadamente 193 milhões de euros”, sendo que desse valor cerca de 10 milhões de euros estão condicionados a factos que só serão verificados após a conclusão do plano, com data de junho de 2017.

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