Automóvel

Renault admite abandonar gasóleo na maioria dos carros na Europa

Renault poderá deixar de vender modelo Clio a gasóleo. Fotografia: EPA/IAN LANGSDON
Renault poderá deixar de vender modelo Clio a gasóleo. Fotografia: EPA/IAN LANGSDON

Forte subida dos custos de desenvolvimento destes motores justifica opção da Renault

A Renault está a ponderar o abandono do uso de motores a gasóleo na maioria dos carros vendidos na Europa. A hipótese foi apresentada numa reunião interna que decorreu antes das férias de verão. A marca francesa alega que há custos elevados para desenvolver estas unidades e cumprir com as regras europeias de emissões, segundo as informações obtidas na terça-feira pela Reuters.

“As normas mais restritivas e os métodos de homologação vão aumentar os custos tecnológicos de forma a que os motores a gasóleo sejam forçados a sair do mercado”, indicou uma das fontes contactada pela Reuters e que cita as declarações do responsável do departamento de competitividade, Thierry Bollore.

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Os modelos Clio e Mégane, que estão entre os mais vendidos em Portugal, poderão ser deixar comercializados com os motores a Diesel. Os motores a gasóleo têm sido retirados dos automóveis do segmento A como o Twingo, da Renault, conhecidos como citadinos.

A partir de 2019 os testes de homologação na Europa vão ser baseados em provas em consumo real e não em testes em laboratório, conforme as normas aprovadas pelo Parlamento Europeu.

 

 

No início do ano, a Renault chegou a ser acusada de usar um sistema semelhante ao da Volkswagen para enganar as emissões nos carros a gasóleo. O caso foi investigado por uma comissão especial do Governo francês, que concluiu que a marca local não usou quaisquer dispositivos, apesar dos registos diferentes entre os testes de homologação e os consumos reais.

O relatório final, apresentado em agosto, gerou a desconfiança de alguns membros da comissão especial, que acusaram o Governo de esconder detalhes importantes sobre as medições dos carros da Renault.

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