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Renault afasta Ghosn na quinta-feira. CEO da Michelin apontado para liderança

Carlos Ghosn. Fotografia:  REUTERS/Philippe Wojazer
Carlos Ghosn. Fotografia: REUTERS/Philippe Wojazer

Conselho de administração vai substituir gestor brasileiro, que está detido no Japão há dois meses. Estrutura de liderança deverá ser bicéfala.

Carlos Ghosn vai ser afastado da presidência da Renault na quinta-feira. O conselho de administração da marca francesa vai substituir o gestor brasileiro, que está detido há dois meses no Japão por suspeita de fraude fiscal. A informação foi confirmada pela Renault esta terça-feira, na sequência da informação adiantada pela agência AFP.

Segundo fontes ligadas ao processo, a marca francesa deverá confirmar a separação entre a presidência do conselho de administração e a liderança executiva.

A presidência do conselho de administração deverá ser assumida por Jean-Dominique Senard, o atual presidente executivo da Michelin. Thierry Bolloré, que já assume funções executivas na Renault de forma temporária, deverá ser escolhido como o novo presidente executivo desta fabricante automóvel francesa.

Em 20 de novembro, a administração da Renault decidiu manter, a título oficial, Carlos Ghosn como presidente executivo e presidente do conselho de administração. Só que o gestor brasileiro será afastado destes cargos em definitivo. Em novembro, o executivo também foi afastado da liderança da aliança entre a Renault, Nissan e Mitsubishi e também da administração da Nissan

Esta informação está a ser divulgada no dia em que um tribunal no Japão voltou a recusar a libertação de Carlos Ghosn sob pagamento de fiança e mesmo depois de este se ter disponibilizado a ficar em prisão domiciliária com pulseira eletrónica, segundo a Reuters. Desta forma, aumentam as probabilidade de o gestor brasileiro ficar sob custódia das autoridades até ao julgamento.

Leia mais: Carlos Ghosn: O homem que salvou a Nissan é suspeito de fraude milionária

Carlos Ghosn está detido há dois meses no Japão por fraude fiscal. O executivo de 64 anos terá falsificado relatórios financeiros que não reportavam cerca de 38 milhões de euros que deveria receber ao longo de cinco anos, até 2015, acordados com a Nissan, segundo o tribunal distrital de Tóquio. Além de Ghosn foi também detido o seu principal colaborador, Greg Kelly.

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