Renault e Nissan prometem "novo começo" em aliança

As fabricantes automóveis pretender restabelecer e reparar as relações depois da prisão de Carlos Ghosn.

A Renault, a Nissan e a Mitsubishi prometeram um "novo começo" para a sua aliança numa tentativa de colocar de parte a instabilidade criada pela prisão do Carlos Ghosn, antigo CEO da Renault.

Num memorando de entendimento, as três empresas confiram a criação de um novo conselho comum, que será encabeçado pelo chairman da Renault, Jean-Dominiquie Senard, escreve o Financial Times, esta terça-feira.

A Renault elaborou ainda um acordo que permite ao painel de especialistas externos da Nissan selecionar o novo presidente do grupo japonês para substituir Carlos Ghosn. O governo francês tem vindo a pressionar para que Jean-Dominiquie Senard ocupe esse cargo, mas a Nissan opôs-se, defendendo não querer ter o mesmo chairman que a Renault, para evitar recriar o papel de Carlos Ghosn antes da sua detenção.

Afirmando estar a olhar para o futuro e não para o passado, o presidente da Renault, afirmou em conferência de imprensa que não pretendia ocupar o cargo de Carlos Ghosn.

O ex-líder da aliança Renault-Nissan foi libertado sob fiança no dia 6 de março em Tóquio. As autoridades japoneses receberam o montante da fiança, de mil milhões de ienes (7,8 milhões de euros) e permitiram a saída do gestor brasileiro depois de 108 dias detido em Tóquio.

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