Automóvel

Renault pede mais 24 horas para avaliar fusão com grupo Fiat

REUTERS/Eric Gaillard
REUTERS/Eric Gaillard

Conselho de administração do grupo Renault reuniu-se esta terça-feira para discutir proposta de fusão com grupo ítalo-americano.

O grupo Renault vai ter mais 24 horas para avaliar a proposta de fusão com o grupo Fiat Chrysler (FCA). A decisão foi tomada esta terça-feira depois da reunião do conselho de administração do grupo automóvel francês, que avaliou a proposta de fusão com o grupo ítalo-americano. Na quarta-feira, vai haver nova reunião do grupo baseado em França.

“O conselho de administração decidiu continuar a estudar o interesse na oportunidade de avaliar uma fusão e estendeu as discussões nesta matéria. O conselho vai reunir-se de novo, na quarta-feira, dia 5, ao final do dia”, refere a breve nota de imprensa divulgada esta terça-feira.

No dia 27 de maio, o grupo FCA apresentou uma proposta de fusão com o grupo Renault. O novo grupo, se for criado, será detido em 50% pelos acionistas da fabricante ítalo-americana e em 50% pelos da Renault. Prevê-se que o grupo seja cotado nas bolsas de Paris, Nova Iorque e Milão.

A operação poderá demorar até um ano a ser concretizada. Além da avaliação dos reguladores, implica a autorização dos governos de França e de Itália, que estão contra cortes de trabalhadores.

Renault e Fiat calculam que a fusão poderá levar a uma redução de custos anual de cinco mil milhões de euros, através da partilha de plataformas e da simplificação de modelos. Esta proposta poderá levar ainda a uma poupança anual de mil milhões de euros para a Nissan e a Mitsubishi, as duas marcas que estão na aliança com a Renault.

A aliança Renault-Nissan-Mitsubishi, em conjunto com o grupo Fiat Chrysler, poderá formar um grupo automóvel com capacidade para produzir um total de 15 milhões de veículos. Isto tornaria este grupo no maior grupo automóvel do mundo, ultrapassando os grupos Volkswagen e Toyota.

 

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