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Renault tem planos para fábrica de armazenamento de energia

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REUTERS/Denis Balibouse
Fotografia: REUTERS/Denis Balibouse

Alemanha e Holanda são, para já, os dois países na lista de localizações deste complexo, que poderá fornecer energia para 120 mil habitações

O grupo Renault-Nissan tem planos para construir uma unidade de armazenamento de energia com capacidade para 100 megawatt. A informação é adiantada esta quarta-feira pela Reuters e dá conta do plano do grupo gaulês para construir baterias para os automóveis e promover a sua reutilização. Desta forma, o grupo liderado por Carlos Ghosn poderá tanto competir com a Tesla como com as energéticas.

Alemanha e Holanda são, para já, os dois países na lista de localizações deste complexo, que poderá fornecer energia para 120 mil habitações ou então substituir o gás e o carvão como fontes de energia em ‘picos’ de consumo, o que não é possível com a energia solar ou a energia eólica. Mais do gerar energia, esta unidade poderá abastecer-se em períodos de excesso de oferta de energia e vender energia à rede sempre que for necessário.

Para promover a reutilização de baterias, o conjunto francês estabeleceu uma parceria com a The Mobility House. “Estamos a trabalhar com esta empresa em vários programas, inclusive um mega projeto de armazenamento de energia, que está em fase de estudo”, refere à Reuters a porta-voz da Renault Céline Farissier.

Com a reutilização de baterias, as marcas automóveis poderão reduzir o custo dos carros elétricos e promover a reciclagem dos respetivos componentes, uma das principais preocupações dos ambientalistas.

Investimento em fábricas de baterias

Atualmente, as marcas automóveis têm apostado sobretudo em unidades para fabrico de baterias de lítio para automóveis elétricos. No final de maio, a Daimler, dona da Mercedes, anunciou a construção de uma fábrica própria de baterias de lítio na Alemanha, num investimento de 500 milhões de euros.

Leia aqui: Carros elétricos mais baratos que carros a gasolina a partir de 2025

Atualmente, o mercado de fabrico de baterias é controlado pelo continente asiático, que conta com empresas como a LG e a Samsung como principais líderes. A Panasonic é outra das referências, tendo em conta que é parceira da Tesla.

A marca norte-americana de Elon Musk admitiu em fevereiro que pode construir até mais três fábricas de baterias. “Mais para o final do ano, esperamos encontrar as localizações das Gigafactories 3 e 4, e, possivelmente, da [Gigafactory] 5”, refere o documento. Portugal tem sido um dos países que tem tentado atrair esta unidade.

Em 2009, no mandato de José Sócrates como primeiro-ministro, a Nissan anunciou a construção de uma fábrica deste género, em Cacia, Aveiro. Esta unidade viria a ser suspensa em dezembro de 2011.

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