Coronavírus

Restauração diz que medidas do Governo são “insuficientes”

Funcionários do restaurante 'JNcQuoi', na avenida da Liberdade, em Lisboa, usam máscaras de proteção respiratória contra a covid-19 no primeiro dia após o alívio das medidas de emergência devido à situação epidemiológica da covid-19 decretadas pelo Governo no dia 15, em Lisboa, 18 de maio de 2020. Lojas e demais ocupantes da Avenida da Liberdade juntam-se pela primeira vez para convidar os clientes a voltar à zona comercial mais emblemática da capital lisboeta. A ideia pretende promover a redescoberta segura dos espaços já existentes e de novas lojas. Para comodidade dos clientes, os espaços comerciais vão promover um horário idêntico entre si, com abertura a partir das 11h00 e fecho até às 20h00, seis dias por semana, disponibilizando um serviço de 'click & colect' que permite realizar compras online, via telefone ou email diretamente com as lojas e fazer a recolha e levantamento sem ter de sair do carro. MIGUEL A. LOPES/LUSA
Funcionários do restaurante 'JNcQuoi', na avenida da Liberdade, em Lisboa, usam máscaras de proteção respiratória contra a covid-19 no primeiro dia após o alívio das medidas de emergência devido à situação epidemiológica da covid-19 decretadas pelo Governo no dia 15, em Lisboa, 18 de maio de 2020. Lojas e demais ocupantes da Avenida da Liberdade juntam-se pela primeira vez para convidar os clientes a voltar à zona comercial mais emblemática da capital lisboeta. A ideia pretende promover a redescoberta segura dos espaços já existentes e de novas lojas. Para comodidade dos clientes, os espaços comerciais vão promover um horário idêntico entre si, com abertura a partir das 11h00 e fecho até às 20h00, seis dias por semana, disponibilizando um serviço de 'click & colect' que permite realizar compras online, via telefone ou email diretamente com as lojas e fazer a recolha e levantamento sem ter de sair do carro. MIGUEL A. LOPES/LUSA

A PRO.VAR defende a redução do IVA de 13% para os 6%, incentivos ao consumo, como a criação de vouchers e apoio às rendas no período da pandemia.

A associação de restaurantes portugueses PRO.VAR classificou hoje de “positivas”, mas “muito insuficientes” as medidas do Programa de Estabilização Económica e Social para a restauração sobreviver à crise provocada pela pandemia.

“As medidas apresentadas são positivas, mas ainda muito insuficientes. Continuaremos a trabalhar para influenciar o Governo a tomar as melhores opções e medidas que permitam às empresas sobreviverem a esta grave crise que está a afetar de forma muito particular o setor da restauração. (…) Lamentamos por isso, que não tenham ido mais longe”, refere em comunicado.

O Programa de Estabilização Económica e Social, que vai vigorar até ao fim do ano, enquadrará o futuro orçamento retificativo, que o Governo deverá aprovar em nova reunião de Conselho de Ministros, na próxima terça-feira.

A PRO.VAR defende, por exemplo, a redução do IVA de 13% para os 6% nas refeições, a atribuição por parte do Governo de uma verba de 50 milhões de euros para apoio à criação de programas de incentivo ao consumo, como a criação de vouchers ou o apoio à promoção do setor, apoio às rendas no período da pandemia, com a implementação de um novo modelo de cálculo de renda.

A PRO.VAR congratulou-se, contudo, pelo “reforço das linhas de financiamento à tesouraria e ao Programa Adaptar”, e diz que aguarda “melhor e maior detalhe” sobre o reforço anunciado das medidas de capitalização para assegurar a liquidez das empresas, um fundo que consideram que pode ser “muito importante se responder rapidamente às necessidades das empresas”.

E apelou à “sensibilidade de todos”, ssumindo que o setor da restauração “está a atravessar o pior momento de sempre”, porque os estabelecimentos abriram, mas na sua maioria “não conseguem faturar o suficiente para fazer face às despesas”.

Um inquérito realizado pela PRO.VAR entre os dias 14 de abril e 10 de maio indicava que 53% das empresas candidataram-se às linhas bancárias covid-19, principalmente as “grandes e médias empresas”, e que “metade das microempresas e pequenas empresas não estão a ter acesso a nenhum apoio das linhas”, sendo que 63% não consegue pagar as contas”.

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