Restauração e hotelaria catalã prevê redução de receitas de 780 milhões

A associação empresarial da Catalunha Pimec estima que a restauração e hotelaria na região vai perder 780 milhões de euros em receitas, devido ao encerramento do setor decretado durante os próximos 15 dias pelo governo regional.

A associação que representa as pequenas e médias empresas da comunidade autónoma apresentou hoje um relatório sobre o impacto da covid-19 para denunciar que as perdas equivalem a 71% dos lucros anuais, tendo exigido que o executivo regional aumente o anunciado pacote de ajuda de 40 milhões.

Segundo a Pimec, 18,7% das Pequenas e Médias Empresas (PME) e dos independentes pondera o encerramento definitivo dos seus comércios, uma percentagem que aumenta para 25% no caso de bares e restaurantes.

De acordo com o presidente da Pimec, Josep Gonzalez, a "única solução" para a situação crítica que o setor da hotelaria e restauração enfrenta, profundamente afetado pela pandemia, é "aumentar a ajuda" e que esta seja "direta", sem exigir que as empresas "se endividem mais".

A Catalunha decidiu fechar a partir de hoje todos os cafés, bares e restaurantes durante 15 dias e reduzir a lotação dos centros comerciais para 30% e dos ginásios em 50%, para tentar conter o avanço da epidemia de covid-19.

As medidas tomadas pelas autoridades regionais incluem também, entre outras, a suspensão de aulas presenciais nas universidades e a suspensão por duas semanas de todas as competições desportivas catalãs - federadas, escolares ou privadas.

Esta comunidade autónoma espanhola com cerca de 7,6 milhões de habitantes é a segunda, depois da de Madrid, mais atingida pela covid-19, tendo desde o início da pandemia até agora 165.445 casos positivos (921.374 a nível nacional) e 5.895 mortes (33.553).

A pandemia de covid-19 já provocou mais de um milhão e noventa e três mil mortos no mundo desde dezembro do ano passado, incluindo 2.128 em Portugal.

Na Europa, o maior número de vítimas mortais regista-se no Reino Unido (43.293 mortos, mais de 673 mil casos), seguindo-se Itália (36.372 mortos, mais de 381 mil casos), Espanha (33.413 mortos, mais de 908 mil casos) e França (33.125 mortos, mais de 809 mil casos).

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