Reunião com vista para o Douro? CP lança serviço para empresas

Conselho de administração da transportadora reúne-se sobre carris para atrair utentes para serviço turístico e passar mensagem de confiança.

O comboio interregional das 7h25 entre Porto-Campanhã e o Pocinho teve uma atracação especial esta sexta-feira. Além da habitual locomotiva a diesel e das duas carruagens Schindler, este comboio contou com a carruagem VIP da CP, alimentada por um furgão-gerador. Foi naquela carruagem e com vista para o Douro que decorreu uma reunião sobre carris do conselho de administração da empresa pública ferroviária, que vai lançar um novo serviço nas próximas semanas.

"No futuro, será possível as empresas usaram este serviço para reunir com os seus quadros e aproveitarem para fazer uma viagem numa das mais belas linhas do Mundo", assinala ao Dinheiro Vivo fonte da CP.

A carruagem VIP da CP é da série Corail. Fabricada originalmente em 1985, foi modernizada pela primeira vez em julho de 2003 e recebeu novas alterações nos últimos meses nas oficinas da CP. No interior, conta com uma sala de reuniões para 12 pessoas e ainda tem 23 lugares sentados. Em regime de aluguer, pode ser acrescentado um serviço de restauração personalizado.

Além de promover o novo serviço, a administração da CP, liderada por Nuno Freitas, quer passar uma mensagem de confiança junto dos portugueses e convidá-los a usarem os comboios turísticos durante o verão.

As duas carruagens Schindler que seguem naquele comboio interregional datam da década de 1940 e permitem aos passageiros abrirem as janelas durante a viagem. Foram recuperadas nos últimos meses nas oficinas de Guifões, em Matosinhos, ao abrigo do plano de investimento de 45 milhões de euros da CP, anunciado pelo Governo no final de junho de 2019.

A aposta da transportadora ferroviária nos comboios turísticos é crucial para reforçar a liquidez da empresa, numa altura em que a lotação nos transportes está limitada a dois terços dos passageiros para prevenir o contágio do novo coronavírus. Atualmente, a CP só tem dinheiro para pagar os salários até junho e aguarda a validação do contrato de serviço público, já devolvido duas vezes pelo Tribunal de Contas ao Governo.

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