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Revive Natureza lançado com carteira de 48 imóveis

Ana Mendes Godinho, secretária de Estado do Turismo. Fotografia: Paulo Spranger/ Global Imagens
Ana Mendes Godinho, secretária de Estado do Turismo. Fotografia: Paulo Spranger/ Global Imagens

O concurso para a exploração turística do Convento do Carmo, nos Açores, recebeu duas propostas

O Revive Natureza, extensão do programa para a recuperação e valorização de imóveis públicos Revive, tem já 48 imóveis identificados com potencial de exploração turística, revelou a secretária de Estado do Turismo, Ana Mendes Godinho. O projeto deverá estar operacional para arrancar até ao final deste mês.

“Estamos a definir o modelo de gestão e exploração destas unidades e até ao final de abril deveremos ter concluído” este processo, adiantou ontem a responsável no fim do primeiro dia de trabalhos do XV Congresso Nacional da Associação dos Diretores de Hotéis de Portugal, subordinado ao tema Património e Qualificação, Dois vetores da rentabilidade hoteleira, e que está a decorrer até amanhã em Viseu.

O Revive Natureza está focado no território continental e abrange casas de abrigo do Estado, assim como as dos antigos guardas-fiscais. Este programa está a ser trabalhado em conjunto com os ministérios da Agricultura, Ambiente e Administração Interna.

Duas propostas
O Quartel do Carmo, no Faial, Açores, um imóvel do início do século XVII, recebeu duas propostas para a sua exploração por um período de 50 anos, conforme concurso lançado no âmbito do programa Revive. Ana Mendes Godinho adiantou que dentro de dias já será conhecida a entidade que irá gerir para fins turísticos o imóvel.

O Revive, um programa que envolve os ministérios da Economia, Cultura e Finanças e que conta com a colaboração das autarquias, arrancou com uma carteira de 33 edifícios públicos, sendo que está já em preparação uma segunda fase. Atualmente, estão abertos os concursos para a exploração turística da Casa de Marrocos (Idanha-a-Nova), Convento do Carmo (Moura), Mosteiro de Lorvão (Penacova), Quinta do Paço de Valverde (Évora), Castelo de Vila Nova de Cerveira e Quartel da Graça (Lisboa).

Para Ana Mendes Godinho, o Revive “é um projeto exemplar do que são as parcerias públicas e privadas” e um “instrumento para gerar atratividade no país ao longo de todo o ano”. Esta é aliás uma das apostas do Executivo, a redução da sazonalidade do destino Portugal.

Como sublinhou a responsável, “queremos abrir o mapa turístico do país” e para isso é necessário “diversificar a oferta, olhar para as especificidades do território”. E acrescentou: “Estamos no início de uma revolução”.

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