Riberalves sem espinhas. Cresce 10% com Brasil, Angola e França rendidos ao bacalhau

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O lançamento de novos produtos, sobretudo para a exportação,
que está a crescer, levou a Riberalves a contratar 50 pessoas, este
ano.

Atualmente com 450 trabalhadores, a empresa sediada em Torres
Vedras espera que o mercado internacional, onde se destacam Brasil ,
Angola e França, represente 45% das vendas totais. Para estes
resultados contou o bacalhau demolhado ultracongelado, em relação
ao qual a empresa estima um crescimento de 50%. Já Portugal pesa 60%
nas vendas. “Só nos últimos seis anos, as exportações da
Riberalves cresceram 511%”, acrescentou Ricardo Alves (na foto),
responsável pelas compras da empresa fundada há 25 anos pelo seu
pai, João António Alves. Um lombo, sem espinhas e sem pele é o
produto-estrela que a Riberalves criou para vender para o Brasil,
mercado que pesa 33% nas vendas totais.

Leia também: Do oceano para a sua mesa

Numa visita guiada, ontem, à fábrica de Comimba, na Moita, para
apresentar a parceria com o chef Avillez, Ricardo Alves
explicou que, apesar da crise em Portugal, as vendas de bacalhau
Riberalves cresceram 12%, no 1.º primeiro semestre do ano. O dobro
da evolução do consumo total desde produto, segundo dados da Kantar
(5%). Para este resultado contou o facto de o preço do bacalhau ter
caído 20% em dois anos. A explicação: “há muito bacalhau no
mar, ao contrário do que as pessoas pensam, ele não está em
extinção”, diz Ricardo Alves. A quota de bacalhau tem crescido
10% ao ano e das 1,2 milhões de toneladas, Portugal consome 350 mil
toneladas (30%), o que dá 7 kg por ano per capita.

Deste modo, a Riberalves prevê que as suas vendas cresçam entre
12% e 17% no bacalhau seco e entre 10% e 15% no bacalhau pronto a
cozinhar (demolhado ultracongelado). No final do ano, a empresa
deverá fechar com uma faturação total entre os 140 milhões e 145
milhões de euros (mais 10%), constituindo “o melhor resultado da
sua história”, diz o diretor financeiro Vicente Pedro Nunes.

“Chef” Avillez dá a cara pelo
ultracongelado

Foram precisos meses para que o chef
acreditasse que o bacalhau ultracongelado da Riberalves é igual ao
seco. “Tive dúvidas, mas comprovei que é feito com grande rigor”,
disse o chef, que dá a cara pela campanha. Vem da Islândia, Rússia,
Noruega e EUA. É salgado no momento da pesca (não congelado),
curado entre 4 e 5 meses (sem fosfatos), demolhado em água corrente
e ultracongelado em 4 horas a -40º.

Ler mais: Bacalhau da Islândia lança ofensiva
sobre Lisboa (com vídeo)

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