Energia

Rodrigo Costa: “Já pagámos 127,5 milhões” de CESE

Rodrigo Costa, CEO da REN Fotografia: Mário Cruz/Lusa
Rodrigo Costa, CEO da REN Fotografia: Mário Cruz/Lusa

A REN mantém a contestação em tribunal em relação à Contribuição Extraordinária sobre o Sector Energético.

As críticas por parte da REN – Redes Energéticas Nacionais – à Contribuição Extraordinária sobre o Setor Energético (CESE) não são novas. Rodrigo Costa, CEO da REN, defendeu esta quinta-feira, 21 de março, que a CESE “continua a ser um tema importante para nós”, tendo esta contribuição penalizado os resultados da empresa.

A REN teve lucros de 115,7 milhões de euros em 2018, o que representa um recuo de 8,1% face ao ano anterior. O resultado líquido da cotada foi penalizado sobretudo a uma maior taxa de imposto efetiva a qual, com a manutenção da CESE, ascendeu a 42%.

O CEO da empresa revelou em conferência de imprensa que a REN já pagou, desde 2014 – ano e que a CESE foi aplicada – 127,5 milhões de euros de Contribuição Extraordinária. “A CESE continua a ser um tema para nós importante. Mantemos a mesma filosofia. Todos os anos temos pago, mas mantemos a nossa contestação no tribunal. Já pagámos 127,5 milhões de euros de CESE até agora”, disse o gestor.

Rodrigo Costa, em conferência de imprensa, não quis comentar as notícias que surgiram em fevereiro e que davam conta da possibilidade de o Estado voltar a entrar no capital da empresa. Contudo, em meados do mês passado, questionado na comissão parlamentar de inquérito ao pagamento de rendas excessivas aos produtores de eletricidade, o CEO avançou que: “Quando comecei a trabalhar na REN, há quatro anos, […] julgava que se calhar fazia sentido o Estado ter presença na base acionista da empresa, mas à medida que fui conhecendo percebi que é uma empresa muto especial, cujo trabalho é acompanhado muito de perto pelo Estado. [Hoje] não vejo nenhuma vantagem que o Estado voltasse a ser acionista”.

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