Cristiano Ronaldo

Ronaldo chegou, viu e gerou milhões

Fotografia: Juventus (D.R.)
Fotografia: Juventus (D.R.)

Clube, patrocinadores e adeptos não ficam indiferentes ao efeito Ronaldo.

A especulação à volta da mudança de Cristiano Ronaldo para a Juventus (num negócios avaliado em mais de 100 milhões de euros pela compra do passe do jogador português, para além de um salário anual de 30 milhões) rapidamente se transformou numa série de questões sobre a rentabilidade do negócio para o clube italiano, nomeadamente na venda de camisolas.

Muito se especulou sobre o assunto e dados iniciais apontavam para 500.000 reservas na Internet e mais de 20.000 vendas em lojas por todo o mundo, logo nas primeiras 24 horas após o anúncio da chegada do português. No entanto, só a Juventus e a Adidas sabem os números em concreto.

Com estes dados e considerando um preço de 104 euros por camisola, a Juventus terá arrecadado no primeiro dia cerca de 54 milhões de euros, mais de metade do custo do passe do português. No entanto, é necessário referir um pormenor importante: trata-se de valores brutos.

Segundo Peter Rohlmann, consultor da PR Marketing, a percentagem que fica para a Juventus é de apenas 6% por camisola. Os restantes 94% são compostos por custos de fabrico e distribuição, gastos em marketing, impostos e margem para o fabricante. E é aqui que entra a Adidas. A marca alemã ganha muito mais do que a Juventus com a venda das camisolas.

Leia também: É assim que Ronaldo gasta os milhões que ganha

Os resultados finais serão, contudo, imprevisíveis pois a camisola é vendida em vários formatos, diferentes tamanhos e preços. A marca alemã terá ainda de combater um esperado grande número de falsificações a preços muito mais baratos e apostar forte na internacionalização. “Itália tem as receitas mais baixas de merchandising das cinco principais ligas europeias e as receitas com a venda de camisolas terá um efeito mais internacional do que nacional”, acrescenta Peter Rohlmann, em declarações ao ElConfidencial.

Jeep e Cygamer também faturam com a chegada do craque português

A chegada do capitão da seleção portuguesa, patrocinado pela Nike, grande rival da Adidas, deverá trazer ainda uma maior exposição das marcas presentes na camisola da ‘velha senhora’. A Adidas já fornecia os equipamentos do Real Madrid, anterior clube de Ronaldo, mas a Jeep, marca de automóveis do grupo Fiat, e a empresa de videojogos Cygamer passarão a ser ainda mais conhecidas em todo o mundo. Os acordos da Juventus com a Adidas e com a Jeep terminam em 2021 e rendem aos campeões italianos mais de 40 milhões de euros por temporada, um número que continua muito abaixo dos gigantes Real Madrid, Barcelona e Chelsea que apresentam valores superiores a 100 milhões por época.

Para além da venda de merchandising, esperam-se novos e melhores acordos para a Juventus: possibilidade de novos acordos de patrocínio, prémios de participação em torneios de pré-época e amigáveis mais elevados e um aumento no valor e no número de bilhetes vendidos para os jogos em casa do clube de Turim.

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