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Rosa Cullell. “TVI não está à venda. Grupo está numa situação muito melhor”

Rosa Cullell


(Gerardo Santos / Global Imagens)
Rosa Cullell (Gerardo Santos / Global Imagens)

TVI "tem de reinventar. Porque, de facto, o que estão a fazer na SIC é o que fazíamos", diz Rosa Cullell, antiga CEO da Media Capital

A TVI “não está à venda. (A venda) era por necessidade financeira. A Prisa ou vendia a Santillana ou a Media Capital. Agora é diferente, o grupo está numa situação muito melhor”, garante Rosa Cullell, a antiga CEO da Media Capital, em entrevista ao Público.

Depois de oito anos frente ao grupo detido pela espanhola Prisa, Rosa Cullell está de saída, tendo sido substituída no cargo por Luís Cabral, antigo administrador da Media Capital Rádios.

“Quando uma venda não sai, há sempre muitos motivos. Evidentemente a Autoridade da Concorrência não ajudou aquilo a prosperar”, diz Rosa Cullell, sobre a falhada venda da TVI à Altice, por 410 milhões.

Os reguladores foram um travão ao sector dos media em Portugal? “No caso da Altice e da Media Capital sim. Talvez a Altice também não tenha querido cumprir as exigências do regulador. Deviam ter os seus motivos económicos para não querer pôr mais remédios”, comenta a ex-CEO.

Leia ainda: Rádio Comercial e M80 já têm novo administrador

Rosa Cullell saiu da liderança do grupo num momento em que a TVI, depois de 12 anos, perdeu a liderança para a SIC, mudança que se consolidou no total dia depois da estreia do Programa da Cristina.

A gestora admite que foi surpreendida pela saída da antiga apresentadora de Você na TV (com Manuel Luís Goucha) para a concorrência.

“A Cristina (Ferreira) queria ir embora e foi. Estava cá há muitos anos…”, diz. Um fim de ciclo esperado? “Esperado não! Ela chegou a um acordo com a SIC e não foi uma questão de dizer ‘olhem tenho uma proposta, vamos negociar’. Não. Acho que a decisão estava tomada. Surpreendidos? Fomos, sim”, diz.

“Na direção de programas da TVI ninguém pensou que ela iria embora”, comenta Rosa Cullell quando questionada sobre porque a estação levou tanto tempo a arranjar alternativas. “Eu não sei, não sou diretora de programas embora as pessoas confundam. Eu contrato as pessoas e depois olho muito para os números e para os conteúdos”.

A “nova estratégia tem de ser feita pelo Luís Cabral, mas penso que no FTA (Free-to-air) é muito importante o direto, chegas às pessoas no momento”, diz, por isso, “o futebol é tão importante, outra vez”.

“Quando os canais perdem a liderança têm de reagir e ver o que podem fazer. Mas não podem reagir fazendo o mesmo que estavam a fazer ou fazer igual aos outros. Neste momento, somos todos muito parecidos, nós a e a SIC”, diz.

TVI “tem de reinventar. Porque, de facto, o que estão a fazer na SIC é o que fazíamos”.

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