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RTP. CT denuncia “claro conflito de interesses” de administrador Nuno A. Silva

RTP

Comissão de Trabalhadores da RTP denuncia conflitos de interesse na relação entre o canal público e a produtora de um dos administradores

Em período de renovação de mandatos, a Comissão de Trabalhadores da RTP denuncia um “claro conflito de interesses” na administração da televisão pública. Em causa está a ligação do administrador Nuno Artur Silva, que deverá ver o seu mandato reconduzido, à produtora Produções Fictícias e ao Canal Q.

“A RTP mantém há 3 anos como administrador, o proprietário de uma produtora e de um canal concorrente da própria empresa, o Dr. Nuno Artur Silva, dono da empresa “Produções Fictícias” e do “Canal Q”, refere uma nota da Comissão de Trabalhadores intitulada “Conflitos de Interesses”.

A Comissão de Trabalhadores descreve a relação da produtora com a RTP, e com séries que foram adquiridas desde 2014, e realça que, “confrontado com os factos, o Dr. Nuno Artur Silva realçou que não tem tarefas de administração na Produções Fictícias e que “tendo passado pelo “crivo” do CGI e CRESAP nada o impede de manter a posse do Canal Q”.

Ainda assim, a CT é da opinião que “alguns dos factos são um claro conflito de interesses”. O organismo diz ainda que “é necessário perceber se o atual modelo de gestão não se terá transformado no contrário daquilo que diz ser, se em vez de servir para impedir a “governamentalização” da RTP, não servirá antes como “tranca jurídica” que permite manter o “status quo” na empresa e o ambiente de permanente negócio que a rodeia, seja qual for o governo da república”.

E termina: “Se análise fosse necessária, para demonstrar que esta empresa tem neste momento um grave problema de supervisão, basta fazer a seguinte observação: A actual RTP tem um director de programas que passou a sua produtora de vídeo para a posse da esposa, um administrador para a área dos conteúdos que tem um canal de televisão em concorrência directa com a própria empresa e um colaborador que emite pareceres sobre a aquisição de projectos de ficção onde participa como actor.
Isto poderia acontecer na BBC?”

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