Espanha

Ryanair chamada a prestar esclarecimentos sobre pagamento de bagagem de mão

Ministério da Economia espanhol pede justificação. Em Portugal, DECO manifesta preocupação com medida.

O Ministério da Economia Espanhol convocou a Ryanair para uma reunião de forma a esclarecer a cobrança do pagamento da bagagem de mão. A transportadora low-cost irlandesa anunciou recentemente que a partir de novembro vai suspender o serviço gratuito de bagagem de mão até dez quilos, começando a cobrar um preço entre os oito e os dez euros.

Através da rede social Twitter, o ministro da economia espanhol, Jose Luis Abalos, anunciou que se vai reunir com a empresa liderada por Michael O’Leary de forma a “esclarecer a sua intenção de cobrar bagagem de mão”. Na mesma publicação, o ministro refere ainda que se trata “de uma questão regulada tanto a nível europeu como nacional” pelo que se deve “assegurar o cumprimento”.

Por cá, também a Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor (DECO) levantou várias dúvidas sobre esta nova regra. “A medida não é ilegal. Mas não beneficia os consumidores e contraria uma prática comum do setor, pois, regra geral, os passageiros transportam bagagem, seja ela de cabine ou de porão”, refere a associação.

Leia também: Ryanair vai começar a cobrar pela bagagem de mão

No site da DECO, são questionados vários pontos relativos ao pagamento da bagagem de mão. “A forma como a decisão será implementada levanta dúvidas. A medida será aplicada a partir de novembro a todos os voos, ou somente a quem comprar bilhete após essa data? Consideramos que o novo encargo não deve ser cobrado a quem já tem bilhete comprado, pois, quando o consumidor adquiriu o bilhete, esse custo não estava em vigor. Entendemos ainda que a medida deve ser comunicada a cada passageiro com antecedência, aquando da reserva do bilhete, e constar do contrato de transporte”.

Ao Dinheiro Vivo a Ryanair adiantou que esta medida vai ser aplicada a “passageiros sem embarque prioritário que reservaram voos antes do dia 1 de setembro (para viajar a partir do dia 1 de novembro) e que poderão adicionar embarque prioritário por 8 euros ou uma mala de porão de 10 quilos por 10 euros. Alternativamente, poderão solicitar o cancelamento da reserva com reembolso total do valor”.

A DECO garante que vai continuar atenta. “Consideramos que a implementação dos novos custos levanta preocupações e que a Ryanair deve clarificar, com a maior brevidade possível”, refere.

Contrariamente a Espanha, em Portugal o anúncio da companhia irlandesa ainda não despoletou nenhuma reação governamental.

Notícia atualizada a 30 de agosto, às 14h28, com o esclarecimento da Ryanair.

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