Ryanair diz que voos nos aeroportos portugueses seguem sem atrasos

Transportadora não prevê "transtornos significativos" na greve do pessoal de cabine que decorre até domingo.

A Ryanair afirma que nenhum dos seus voos de e para aeroportos portugueses sofreu quaisquer atrasos durante o período da manhã, apesar da greve do pessoal de cabine ao serviço da transportadora irlandesa. A paralisação teve início na última madrugada e decorre até domingo, e também segundo a ANA - Aeroportos de Portugal não há registo de qualquer cancelamento ou impacto nas operações dos aeroportos do país.

Em comunicado, a Ryanair informa que "a primeira onda de voos partindo de Portugal partiu dentro do cronograma esta manhã". "Acreditamos que não haverá quaisquer transtornos significativos nos nossos voos de/para Portugal hoje", junta ainda.

A paralisação, convocada pelo Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC), destina-se a levar a que a transportadora cumpra o compromisso de aplicar as leis de trabalho portuguesas ao pessoal que tem ao serviço em Portugal, no que diz respeito a dias de férias, pagamento de subsídios de férias e de Natal, e ainda atribuição de licenças de parentalidade. As tripulações em greve querem ainda que sejam integrados nos quadros da companhia os trabalhadores recrutados através de empresas de trabalho temporário, como a subsidiária Crewlink.

O sindicato está esta tarde reunido com o ministro das Infraestruturas e Habitação, Pedro Nuno Santos, depois de o governo ter imposto serviços mínimos de seis ligações diárias aos trabalhadores para Ponta Delgada e Ilha Terceira, nos Açores, além das cidades europeias de Paris, Colónia, Berlim e Londres. Segundo o sindicato, o encontro servirá para discutir "questões ligadas à aplicação da legislação Portuguesa, ilegalidades recorrentes e o possível encerramento da Base de Faro.".

Com os lucros em queda de 24% no segundo trimestre, e penalizada pela suspensão das operações do Boeing 737 Max e pelo Brexit, a Ryanair planeia encerrar várias bases europeias e despedir 900 funcionários. Enfrenta ainda greves no Reino Unido - prevista para os próximos dias, mas a ser contestada nos tribunais - e em Espanha, no mês de setembro.

Em Portugal, o SNPVAC acusa a Ryanair de estar a desviar tripulações de outras bases europeias para garantir os serviços durante a greve.

Contactada pelo Dinheiro Vivo, a Ryanair não confirma ou desmente as acusações, remetendo apenas para o comunicado desta quarta-feira. Neste, a empresa escreve que "mais funcionários do que o precisávamos se reportaram para o trabalho esta manhã" e apela ainda ao SNPVAC "para que cancele estas greves desnecessárias e regresse às negociações, uma vez que estas greves não são apoiadas pela vasta maioria dos tripulantes de voo da Ryanair de Portugal", segundo alega.

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