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Ryanair está a criar uma nova low-cost com sede em Malta

Michael O'Leary
Michael O'Leary

A escolha de Malta como ponto de distribuição de operações no Mediterrâneo aumenta a pressão sobre as concorrentes Iberia Express ou Vueling

O governo de Malta está em negociações avançadas com a Ryanair para a criação de uma nova companhia aérea, que pertença ao grupo low-cost liderado por Michael O’Leary, e tenha sede em Malta, revela a Reuters, com base em declarações do ministro do turismo maltês, Konrad Mizzi.

A nova subsidiária deverá chamar-se Malta Air e, a nascer, deverá juntar-se às atuais quatro marcas de aviação de baixo custo que já pertencem ao grupo irlandês – Ryanair, Ryanair Reino Unido, Laudamotion na Áustria e Ryanair Sun na Polónia que, depois do verão deverá passar a chamar-se Buzz.

“A criação da Malta Air é um projeto de longo prazo para a melhoria da sustentabilidade da indústria do turismo bem como para a manutenção do atual crescimento”, revelou o ministro através do Facebook.

A nova empresa não pertencerá ao Estado, ao contrário da Air Malta, mas o governo maltês pretende ter um voto de qualidade em futuras alienações, decisões de compra ou questões acionistas.

A Reuters revela que a nova companhia aérea deverá arrancar operações com seis aviões para começar a fazer as 61 ligações aéreas da Ryanair a Malta. O número de aviões deverá subir para 10 ao fim de três anos.

Para isto, o grupo irlandês de Michael O’Leary já está a tentar obter um certificado de operação aérea em Malta. A nova transportadora aérea terá as suas próprias instalações para reparação e manutenção em Malta que, a imprensa não exclui que possam ser alargadas a manutenção da própria Ryanair, que já tem um centro de manutenção para os Boeing 373 em Sevilha e, modelos semelhantes, am Prestwick (Escócia), Kaunas (Lituânia) e Varsóvia (Polónia).

A escolha de Malta como ponto de distribuição de operações no Mediterrâneo aumenta a pressão sobre as concorrentes Iberia Express, Vueling ou a Iberia Air Nostrum. Além disso, ganha-se proximidade a destinos de forte procura, onde é expectável que a Ryanair reforce a sua posição, como a Grécia ou o norte de África.

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