Ryanair: Negociações com pilotos irlandeses arrancam na segunda-feira

Depois da greve dos pilotos da última sexta-feira, que deu origem ao cancelamento de cerca de 400 voos, a companhia aérea avança para negociações.

A Ryanair vai começar um processo de negociações mediadas com os pilotos irlandeses na próxima segunda-feira, 13 de agosto, avança a agência Bloomberg. O sindicato Forsa, que representa a tripulação irlandesa da Ryanair, acedeu a regressar à mesa das negociações nas últimas horas e depois de esta sexta-feira, 10 de agosto, os pilotos da Ryanair de vários países europeus, incluindo os irlandeses, terem estado em greve, reivindicando melhores condições laborais.

Há cerca de uma semana, a companhia aérea tinha apresentado uma proposta para um processo de mediação. Sugeriu inclusivamente o nome de Kieran Mulvey, antigo líder da Comissão irlandesa para as Relações Laborais. A resposta terá chegado assim nas últimas horas. O encontro vai ser o primeiro em quase um mês, de acordo com as informações dadas pelo sindicato. Não estão previstas mais paralisações no curto prazo, indicou ainda.

Apesar de a greve ter-se realizado em vários países, um avanço nas negociações com a tripulação irlandesa está a ser encarado, escreve a agência, como uma questão essencial para solucionar o diferendo entre a empresa e a tripulação. É que foram os funcionários da Irlanda os primeiros a pedir melhores condições de trabalho.

A paralisação desta sexta-feira fez com que cerca de 400 voos tenham sido cancelados, indicava esta sexta-feira a empresa que, garantia, “tomou todas as medidas para minimizar a perturbação e avisamos os nossos clientes o mais cedo possível”, tendo sugerido as opções que tinham disponíveis como o reembolso do valor pago e optar por outros voos.

“A maioria dos nossos clientes afetados já foi instalada em outros voos da Ryanair. Queremos novamente pedir desculpa aos clientes afetados por esta perturbação desnecessária e pedimos aos sindicatos em greve para continuar as negociações em vez de apelarem a mais greves injustificadas”, dizia ainda.

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