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Ryanair: sindicatos definem hoje data de greve europeia

Ryanair

Os sindicatos europeus estão reunidos, esta segunda-feira, em Madrid de forma a definirem as condições e data da greve da Ryanair.

A greve europeia de tripulantes de cabine da Ryanair deverá mesmo ver a luz do dia e ficar definida até ao final da tarde desta segunda-feira, dia 28. Está a decorrer, desde as 11 horas um segundo encontro, em Madrid, que junta os vários sindicatos europeus.

A reunião decorre até às 16h30, altura em que já deverá haver datas concretas para a paralisação conjunta europeia. “O objetivo hoje é continuar a reunião começada no passado dia 24 de abril, em Lisboa, e o que está em cima da mesa neste momento é a marcação já e imediata dos dias greve. A nossa intenção é avançar com a greve europeia tal como todos os sindicatos aqui reunidos. Contudo isto envolve várias questões jurídicas. A lei da greve não é igual em todos os países europeus, razão pela qual hoje estaremos reunidos para conseguir dirimir todas essas questões e conseguirmos apresentar a data de greve”, garantiu ao Dinheiro Vivo, Bruno Fialho, da direção do SNPVAC (Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil).

A 24 de abril decorreu um primeiro encontro em Lisboa, no qual ficou estipulado que, se até dia 30 de junho a Ryanair não cumprisse as exigências dos sindicatos a greve iria mesmo avançar. Durante o mês de maio foram realizadas duas reuniões entre a Ryanair e os sindicatos, promovidas pelo Ministério do Trabalho contudo, a transportadora irlandesa “manteve a mesma postura”, conforme afirmou Bruno Fialho.

“Não houve qualquer avanço por parte da Ryanair, motivo pelo qual esta reunião hoje em Madrid com os sindicatos europeus é de extrema importância para realmente efetivarmos uma ação mais forte. A posição da Ryanair continua igual ou pior do que no início. Não temos outra hipótese que não seja avançar para greve”, garantiu o dirigente sindical.

No encontro, que decorre no Hotel Meliá Barajas, em Madrid, estão sentados os sindicatos de Espanha, Itália, Bélgica, Alemanha, Holanda e Portugal em conversações sobre as possíveis datas para a greve. Contudo, a companhia aérea low-cost ainda vai a tempo de impedir a paralisação.

“Nós estamos sempre em todas as situações de boa-fé. E damos o tempo suficiente para que as empresas se possam sentar e discutirem connosco, com os sindicatos, as alterações, legalmente exigidas. Neste momento não existem mais reuniões agendadas e estamos focados numa greve europeia Mas se a Ryanair quiser reunir com os sindicatos estamos disponíveis para o diálogo”, atesta Bruno Fialho.

As condições salariais, o direito de usufruto de licenças de parentalidade, o fim dos processos disciplinares com base nas baixas médicas ou nos objetivos inerentes às vendas de bordo, são alguns dos motivos que estão na base das reivindicações sindicais e que já motivaram uma paralisação de três dias não consecutivos em Portugal, no passado mês de abril.

“A Ryanair sempre teve todas as condições para que esta situação, e a junção dos sindicatos europeus não tivesse acontecido. A Ryanair tem as condições e o poder de alterar as miseráveis condições de trabalho que oferece aos seus trabalhadores, de acabar com as ilegalidades que comete e cumprir com toda a legislação europeia”, conclui o membro da direção da SNPVAC.

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