Indústria têxtil

Salsa. “Estamos a estudar mercados fora da Europa”

João Martins, diretor de vendas e expansão da Salsa

Fotografia: Artur Machado/GI
João Martins, diretor de vendas e expansão da Salsa Fotografia: Artur Machado/GI

Espanha deverá ser o principal mercado da Salsa em dois anos. Marca portuguesa já estuda outras geografias fora do mercado europeu

João Martins, diretor de vendas e expansão da Salsa, explica a estratégia de expansão da marca nacional, já presente em 35 países.

Quando a Sonae entrou no capital foram anunciados planos de abrir 50 lojas em cinco anos. Em que fase está a execução?
Começámos logo no final de 2016 a acelerar as aberturas em Espanha, com quatro lojas e dois outlets. Neste ano vamos abrir mais 11 lojas, oito das quais em Espanha, uma no Luxemburgo, outra em França e outra no shopping da IKEA, em Loulé. Espanha é o país onde o plano vai desenvolver-se mais.
É o que revela maior potencial?
Espanha será o nosso mercado principal dentro de dois anos. Os mercados espanhol a francês representam quase o mesmo volume de negócio, mas o crescimento será mais rápido em Espanha, devendo ultrapassar Portugal em 2019, máximo em 2020.
Há dez anos apanharam o boom do Médio Oriente. Qual o próximo?
Neste momento, o nosso crescimento centra-se na Europa: o foco é Espanha, França e manutenção no Médio Oriente. Pensamos manter esse foco e alargar a novos mercados europeus e começar a estudar potenciais novos mercados fora da Europa para os próximos anos.
E atacar a Levi’s no seu próprio mercado, os EUA?
Não penso que os EUA estejam nas nossas prioridades nos próximos anos. É um mercado que, pela sua complexidade e dinâmica, exigirá, quando for o tempo de o abraçarmos, a alocação de muitos recursos para ter hipótese de triunfar. A maioria das marcas europeias que se lançam lá não têm sucesso.

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