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Santa Casa garante distribuição regular de jogos a partir de segunda-feira

Fotografai: Pedro Rocha/Global Imagens
Fotografai: Pedro Rocha/Global Imagens

Operadores apreensivos com falhas nas entregas de boletins na última semana. Transportadora só assegura serviço até amanhã.

A distribuição da Raspadinha e de lotarias está a registar falhas desde o início desta semana devido à insolvência da empresa Urbanos Express. A zona Norte do país é a mais afetada, mas o problema já se estendeu a outras regiões. A Urbanos Express já não estará em trânsito na segunda-feira, mas a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML) assegura que está garantida a regular distribuição dos jogos a partir da próxima semana, embora não revele qual a solução encontrada. Certo é que a inexistência de raspadinhas nos quiosques surpreendeu muitos apostadores.

O departamento de jogos da SCML reconhece “que ainda existem constrangimentos pontuais, provocados pela situação de insolvência da Urbanos – Distribuição Expresso”, disse fonte oficial ao Dinheiro Vivo, mas não quantificou quantos operadores foram lesados nestes últimos dias. E sublinhou que não prevê “qualquer interrupção do serviço de distribuição de jogo a partir de segunda-feira”.

Negócio perdido
Segundo Vasco de Mello, presidente da Associação Nacional de Lotarias e Outros Jogos de Aposta, registam-se “significativos atrasos na zona Norte” na distribuição, mas também em Lisboa e no arquipélago da Madeira. “Muitas das encomendas feitas no fim-de-semana passado ainda não foram entregues, há atrasos notórios”, frisou. O responsável revelou ainda preocupação com a entrega das lotarias, já que os mediadores têm que fazer a distribuição do jogo pelos cauteleiros e precisam de uma a duas semanas para esta operação. Estas falhas “põem em causa o funcionamento dos mediadores, fazem perder negócio e podem afetar a rentabilidade da atividade”, sublinhou ainda.

Já José Bourbon Ribeiro, presidente do grupo de transportes Urbanos, assegurou que “não há nenhum problema grave”. “Havia uma entrega na Casa da Sorte, no Porto, atrasada e que ficou resolvida esta manhã” (ontem), recordando que a empresa fazia cerca de 55 mil entregas por mês. De acordo com Bourbon Ribeiro, a Urbanos Express encerra atividade devido aos avultados prejuízos gerados, tendo os trabalhadores (a grande maioria subcontratados) sido avisados na passada segunda-feira. Nos últimos dez anos, a empresa acumulou perdas de 10 milhões de euros. O grupo Urbanos, que emprega 353 pessoas, já passou por dois processos especiais de revitalização (PER).

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