Santander conclui compra de 50,1% da Ebury por 400 milhões de euros

O grupo bancário espanhol Santander finalizou esta quarta-feira o investimento na empresa financeira tecnológica Ebury, na qual tinha investido 350 milhões de libras (cerca de 400 milhões de euros), de acordo com um comunicado.

"O Banco Santander anunciou hoje a conclusão da sua compra de uma porção de 50,1% na Ebury , depois de obter todas as aprovações regulatórias das autoridades requerentes", pode ler-se num comunicado da instituição bancária hoje divulgado.

Em 04 de novembro do ano passado, o Santander já tinha anunciado que "dentro das condições de transação", dos 350 milhões de libras da compra, "70 milhões de libras representarão novas ações primárias (aproximadamente 80 milhões de euros)", que servirão para expandir a Ebury.

De acordo com o banco espanhol, "o Santander irá acelerar os planos de crescimento da Ebury, que já opera em 19 países, acedendo a novos mercados na América Latina e na Ásia".

"O banco espera um retorno superior a 25% do capital investido (RoIC) em 2024", pode também ler-se no documento divulgado em novembro.

A instituição sediada em Espanha afirma que o investimento "faz parte da estratégia digital do Santander para acelerar o crescimento através de novos empreendimentos" e "irá reforçar os seus serviços de comércio global".

A Ebury opera "em 19 países e 140 moedas", tem gerado um crescimento médio anual constante de 40% nos últimos três anos" e "opera numa plataforma de distribuição única em todo o mundo, fundamentada num modelo de negócios acionado por dados", de acordo com o banco liderado por Ana Botín.

No comunicado de hoje, é anunciado que a Ebury irá manter a sua sede no Reino Unido.

Sergio Rial, diretor do Santander Brasil e da Ebury, afirmou, citado em comunicado, que "a nova aquisição irá dar as capacidades para aumentar os Serviços de Comércio Global".

Já Juan Lobato e Salvador Garcia, fundadores da Ebury, consideram que a nova parceria irá tornar possível "expandir o negócio ainda mais internacionalmente e entrar em novos mercados".

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