Santander conclui em Espanha integração jurídica do Popular

O Banco Santander registou a integração do Banco Popular e do Banco Pastor

Trata-se de um procedimento burocrático que envolve o desaparecimento legal dessas duas instituições que, por enquanto, mantêm as suas marcas.

O Santander informou hoje a Comissão Nacional do Mercado de Valores (CNMV) espanhola que inscreveu no instituto de registos espanhol a sua "fusão por absorção" do Banco Popular, o que inclui também o Banco Pastor.

A extinção das duas entidades bancárias não tem nenhum efeito operacional imediato, já que ambas as redes de balcões continuarão a trabalhar com normalidade, como até agora, disseram fontes do Santander em Madrid à agência espanhola Efe.

Os clientes do Popular podem continuar a fazer operações nos seus balcões habituais e, por serem clientes do grupo Santander, já beneficiam de uma série de produtos e serviços comuns, como o uso gratuito da rede de caixas automáticas de levantamento de dinheiro, cerca de 7.500 em toda a Espanha.

No país vizinho, cada entidade bancária tem a sua rede de caixas automáticas, pagando os clientes uma taxa se utilizarem a de outro banco, ao contrário de Portugal onde há uma empresa que fornece esse serviço (Multibanco) de forma gratuita para o consumidor.

Os balcões do Popular e do Pastor vão permanecer abertos e a prestar os serviços habituais e não haverá mudanças substanciais até que seja concluída a integração tecnológica, acrescentaram as mesmas fontes.

O Banco Santander sublinha que o processo de integração se está a realizar de acordo com o calendário previsto e compromete-se a continuar a informar os clientes até à integração operacional, o último passo do processo iniciado no verão de 2017, quando anunciou a compra do Popular.

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