Santander, leões e Joana Vasconcelos: uma nova sede

Santander abre Edifício dos Leões como museu.

Não haverá lisboeta que não tenha já passado pela Rua do Ouro e reparado no imponente edifício numerado com o 88, resistente dos tempos do Marquês de Pombal e até hoje guardado por leões que ali espreitam portugueses e estrangeiros. Muito menos serão, porém, os que já o viram por dentro - historicamente servindo bancos, não havia grande abertura a quem não trabalhasse ali ou lá levasse negócio. Agora, essa realidade mudou.

Pela mão do Santander, a sede histórica do Totta foi hoje aberta pela primeira vez aos visitantes que a partir de agora poderão visitar a história do banco e da banca. E a partir de amanhã, todos os dias exceto à segunda-feira - tradicional dia de encerramento dos museus - estará pronto a receber visitantes: entre as 12h e as 20h aos sábados e domingos; de terça-feira a sexta-feira das 12h às 19h. A entrada tem um custo de 8 euros e dá acesso ao novo museu, um espaço cultural que acolherá obras de arte muito relevantes do espólio do Santander, bem como exposições temporárias.

"A história do banco também fica bem patente à medida que a visita se desenrola", explica o banco, adiantando que o novo espaço conta, na estreia, com a artista plástica Joana Vasconcelos: "durante os próximos meses e através de algumas das suas peças, dará corpo à exposição Lar Doce Lar. A mostra atravessa os três pisos do edifício como se de uma casa se tratasse e inclui 16 peças, como o sapato Cinderela (2007), o sofá Brise (2001), o chuveiro Mãe d’ Água (2019), o Piano Dentelle #3 (2016), e o candeeiro Carmen (2001)".

"A transformação do edifício do Santander num espaço cultural é mais um contributo para a revitalização da Baixa lisboeta e constitui a devolução à cidade de um imóvel emblemático e carregado de história, onde cabem também valores importantes para nós, como a solidez, que nos acompanha desde sempre, e a confiança que sentimos diariamente na relação que temos com todos os nossos stakeholders", afirmou Pedro Castro e Almeida, presidente executivo do Santander em Portugal.

Quanto ao espólio Santander, também marcará presença, com quadros de alguns dos nomes mais importantes da história da pintura portuguesa e que marcaram o início do século XX, num total de 70 obras de arte em que se destacam quadros de José Malhoa, Vieira da Silva, Silva Porto, Souza Pinto, Almada Negreiros, Arpad Szenes, Menez e Júlio Pomar, entre outros.

"Durante a visita ao edifício pode encontrar-se, em vários espaços diferentes, a história do banco ao longo dos anos. Os vários gabinetes existentes terão em exposição móveis de época restaurados, pertences pessoais e exibição de utensílios relacionados com a banca. Foi também recriado um balcão do banco com toda a envolvente da atividade bancária, sendo possível ouvir alguns diálogos da época no contacto com o responsável da agência", explica o banco.

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