Santos Silva: "Se fosse trabalhador da PT se calhar também estava a fazer greve"

Além do ministro dos Negócios Estrangeiros, também o ministro da Economia pronunciou-se sobre a greve na operadora da Altice

O Governo de António Costa voltou a pronunciar-se sobre a situação na PT. Desta vez, pela voz de Augusto Santos Silva, ministro dos Negócios Estrangeiros e considerado o número dois do Governo. Em entrevista à RTP3, Santos Silva admitiu que se estivesse na mesma situação de que os trabalhadores da operadora portuguesa detida pela Altice também teria aderido à greve geral realizada na sexta-feira.

"Sou daqueles que compreendem muito bem a luta que está a decorrer na PT, porque, de facto, se fosse trabalhador da PT, estivesse na PT há 20 ou 30 anos, e fosse agora colocado numa empresa subsidiária mantendo os meus direitos apenas por um ano, eu também se calhar estava a fazer greve e estava a manifestar-me”, referiu o ministro dos Negócios Estrangeiros ao canal público.

Santos Silva lembrou ainda que a Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT) "está a verificar se as práticas de gestão de mão-de-obra na PT estão de acordo com a legislação aplicável" em Portugal e na Europa.

Outra das figuras do Governo também pronunciou-se sobre a paralisação. O ministro da Economia, Manuel Caldeira Cabral, assinalou que "os administradores de empresas e trabalhadores devem encontrar pontos de entendimento" e lembrou que é preciso proporcionar melhores condições aos trabalhadores.

"É importante que as empresas internacionais percebam também como é que funciona a economia portuguesa, a importância dos direitos dos trabalhadores e que percebam que a melhor via é a do entendimento, de partilha de compromissos e de crescer juntos fazendo com que o país fique mais competitivo e melhor e as empresas fiquem melhores também, proporcionando melhores condições aos trabalhadores", referiu o líder da pasta da Economia em entrevista ao Jornal2, da RTP2.

Os trabalhadores da PT Portugal saíram na sexta-feira, 21 de julho, à rua na primeira greve geral na operadora nos últimos 10 anos, em protesto contra a transferência de 155 trabalhadores para empresas externas e para pedir ao Governo para resolver a situação de cerca de 300 pessoas sem funções na operadora. A adesão à paralisação variou entre os 19% (fonte da PT) e os 70% (segundo os sindicatos).

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG

Patrocinado

Apoio de