São Jorge de olho em Espanha.Primeira conserva nacional de atum maturado à venda

A nova marca Mestre Saúl está à venda no El Corte Inglés e nos SuperCor do retalhista em Portugal depois de dois anos de desenvolvimento

Saúl Casimiro nasceu no Algarve em 1918, homem das conservas rumou aos Açores nos anos 50. Em São Jorge dedicou a sua vida à produção de conservas. E foi este o nome escolhido pela conserveira açoreana Santa Catarina para dar nome à primeira conserva portuguesa de atum maturado. A nova marca Mestre Saúl está à venda no El Corte Inglés e nos SuperCor do retalhista em Portugal depois de dois anos de desenvolvimento. E há planos para colocar o novo produto em Espanha.

"A encomenda inicial foi a de enchimento e ainda não temos dados para avaliar a reação do consumidor final, contudo, o nível de envolvimento e curiosidade do consumidor nas redes sociais e do público em geral está a gerar uma expectativa elevada no consumo deste produto de excelência e que pretende posicionar-se como o melhor do mercado, no que diz respeito a filete de atum em azeite português", diz Rogério Veiros, presidente Conselho de Administração da Santa Catarina, em declarações ao Dinheiro Vivo, sobre a recetividade da marca lançada no mercado no início do mês.

"Este não é um produto de grande rotação, pois estamos a falar de edições limitadas, que neste ano de 2020, foram lotes especiais selecionados e fabricados em 2019 e que estão em estágio na nossa fábrica", acrescenta.

Dois anos para criar a primeira conserva de atum maturado nacional

Há mais de dois anos que na Santa Catarina se trabalhava na criação da primeira conserva nacional de atum maturado. "Desde essa altura que os nossos colaboradores recolheram opiniões e sugestões de diferentes clientes. O objetivo de criar uma conserva em filete de azeite, que se posicione como a melhor do mercado", refere o responsável da conserveira.

 

 

"A Santa Catarina fabrica para outras marcas que são líderes na qualidade noutros mercados e chegou a altura de oferecer ao mercado português um produto desta qualidade e com este posicionamento. Desde a seleção dos lotes, até aos testes de maturação na lata, ao desenvolvimento da imagem que foi da BBZ, são precisos muitos dias e um carinho especial pelo projeto que os colaboradores da Santa Catarina sempre tiveram", descreve Rogério Veiros.

A comercialização da marca arrancou com o El Corte Inglés, "um parceiro seguro que aposta na qualidade e num consumidor exigente para onde o Mestre Saúl se destina", cadeia "que mais referências possui" do portefólio da Santa Catarina. Rogério Veiros não esconde que há ambição para colocar a nova marca no mercado ibérico através da parceria com os grandes armazéns espanhóis.

"No que diz respeito ao mercado de Espanha temos como objetivo investir e desenvolver esta parceria com o El Corte Inglês, pois a relação comercial que temos em Portugal é de confiança mútua e no nosso entender estão lançados os alicerces para o desenvolvimento desta relação para o mercado ibérico", diz o responsável da Santa Catarina.

"A internacionalização da Santa Catarina está a decorrer e é um caminho que se iniciou há alguns anos. Neste momento estamos numa fase de expansão da internacionalização dos nossos produtos que pela primeira vez estão a chegar a novos países", diz ainda.

A conserveira, a principal empregadora da ilha de São Jorge, com 139 colaboradores, exporta 40% da produção, com o Reino Unido e Itália representam metade das vendas anuais.

Desde março, a conserveira está a exportar produto para as lojas Lidl na Alemanha, Grécia e Bélgica. Até ao final do ano a expectativa é enviar para os supermercados da cadeia alemã 100 mil unidades.

“O ano de 2019 foi marcado por uma evolução positiva na produção, conseguimos finalmente acelerar a nossa produção, fruto de investimentos e pequenas alterações cirúrgicas na nossa fábrica. Ao nível da faturação, tivemos um ano atípico, pois não conseguimos manter a trajetória que vínhamos acumulando de crescimentos desde 2016, de 10% ao ano”, referiu em junho ao Dinheiro Vivo o presidente do conselho de administração da Santa Catarina.

“Esta trajetória foi quebrada em 2019, por razões de estratégia comercial e de posicionamento em relação a determinados mercados, contudo, em 2020 contamos retomar o crescimento de 10% e recuperar o perdido em 2019, onde o nosso objetivo é ambicioso, crescer em torno dos 20%.”

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