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Sapo “atento” a apoio aos media. “Pretendemos é que haja transparência”

Alexandre Fonseca, presidente da Altice
(PAULO SPRANGER/Global Imagens)
Alexandre Fonseca, presidente da Altice (PAULO SPRANGER/Global Imagens)

Governo já confirmou erro na atribuição do valor atribuído ao Observador. "Vai ter de se mexer no valor dos outros", disse Nuno Artur Silva.

A Altice Portugal, dono do portal Sapo, está “atenta” à medida de apoio do Estado aos media, através da compra antecipada de publicidade institucional. “Pretendemos é que haja transparência, sejam conhecidas as regras”, diz Alexandre Fonseca, CEO da dona do Meo, durante a teleconferência com os jornalistas após a apresentação dos resultados do primeiro trimestre.

“Não vou comentar obviamente uma decisão do Governo, a única coisa que posso referir é que o Sapo sendo também registado na Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) enquanto órgão de comunicação social está muito atento a todo o processo e que aquilo que enquanto órgão registado ERC que pretendemos é que haja transparência, sejam conhecidas as regras, e portanto é esse apenas o nosso interesse neste processo”, disse o gestor.

“Temos acompanhado, estamos atentos, estamos a tentar esclarecer tudo o que do nosso lado possa levantar dúvidas enquanto parte ativa nesse processo e, a seu tempo, quando virmos esclarecidas as nossas dúvidas poderemos eventualmente, se acharmos adequado, comentar”, diz Alexandre Fonseca. O portal, de acordo com o relatório da ERC, recebeu em março publicidade institucional do Estado (pouco mais de 400 euros).

A compra antecipada de 15 milhões de euros em publicidade institucional foi a medida de apoio do Governo para ajudar a mitigar o impacto do covid-19 nas receitas dos grupos de comunicação social. Destes, 25% vai ser alocado aos meios regionais e locais e o remanescente, cerca de 11,2 milhões aos grupos de media de âmbito nacional.

Esta semana foi conhecido os montantes a que coube a cada um dos grupos, tendo a maior fatia sido atribuída aos grupos da SIC e da TVI.

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O ECO e o Observador recusaram os apoios que foram atribuídos, queixando-se de falta de transparência e que defendiam um outro modelo.

Entretanto, foi ainda conhecido que tinha havido um erro no valor atribuído ao Observador que, em vez dos 19,9 mil euros teria a receber cerca de 90 mil, segundo noticiou a Sábado.

Nuno Artur Silva, secretário de Estado do Cinema, Audiovisual e Media, confirmou o erro ao Expresso. “O erro foi de cerca de 70 mil euros, o que num valor global de 11,25 milhões, distribuído por 13 grupos de comunicação social nacionais, não vai ter um impacto muito significativo. Mas vai ter de se mexer no valor dos outros”, explica o secretário de Estado do Cinema, Audiovisual e Media em entrevista ao Expresso, que pode ler na íntegra

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