concorrência

Scania também é apanhada no cartel dos camiões. Multa soma 3,8 mil milhões

Margrethe Vestager, Comissária europeia da Concorrência, vai analisar carta enviada pelo Governo português. Fotografia: Reinaldo Rodrigues/Global Imagens
Margrethe Vestager, Comissária europeia da Concorrência, vai analisar carta enviada pelo Governo português. Fotografia: Reinaldo Rodrigues/Global Imagens

Ao não ter colaborado com a investigação, a marca sueca terá de pagar 880,5 milhões de euros junto das autoridades europeias

A Comissão Europeia reforçou a multa ao cartel dos camiões. A Scania também foi apanhada neste caso em que a marca sueca, em conjunto com cinco fabricantes, acertaram os preços de venda destes veículos pesados e repercutiram no consumidor os custos do cumprimento das normas ao nível das emissões poluentes.

Ao não ter colaborado com a investigação, a Scania terá de pagar 880,5 milhões de euros junto das autoridades europeias e junta-se, assim, à MAN, Volvo/Renault, Daimler, Iveco e DAF, que tinham sido sentenciadas em julho de 2016 na maior multa de sempre aplicada a um cartel por Bruxelas.

“A decisão desta quarta-feira marca o fim da nossa investigação a um cartel que durou muito tempo – 14 anos. Este cartel envolveu mais de 9 em cada 10 fabricantes de camiões médios e pesados vendidos na Europa e que representam cerca de três quartos do transporte de bens na Europa. Em vez de agirem em cartel, os fabricantes de camiões devem concorrer uns com os outros – mesmo em questões ambientais”, salientou a comissária europeia da Concorrência, Margrethe Vestager, citada em comunicado.

A Daimler, dona da Mercedes, é a empresa que vai pagar mais por este caso. Tem uma fatura de 1,008 mil milhões de euros, a maior de sempre para uma empresa por participar num cartel. DAF, com 752,7 milhões de euros; Volvo/Renault, com 670,4 milhões de euros; e Iveco, com 494,6 milhões de euros, foram as restantes três marcas multadas. Beneficiaram de uma redução de 10% por terem admitido a participação no cartel.

A MAN, outro dos membros do cartel, foi dispensada da multa de 1,2 mil milhões de euros por ter denunciado a existência deste cartel.

As seis empresas terão concertado entre 1997 e 2011 os preços de venda à saída da fábrica para os camiões médios (entre 6 e 16 toneladas) e pesados (mais de 16 toneladas). O controlo de preços logo a seguir à produção afeta o preço de venda ao consumidor.

Este cartel também acordou um calendário para atrasar a introdução de tecnologia para estes veículos cumprirem as normas da União Europeia ao nível das emissões, tendo delegado esses custos para os consumidores.

A decisão de hoje, “sublinha a importância de um mercado competitivo e a disseminação de tecnologias de baixas emissões, que são um dos elementos mais importantes da estratégia europeia de mobilidade de baixas emissões”, conclui o comunicado.

Comentários
Outras Notícias que lhe podem interessar
Hoje
ice-cream-cone-1274894_1920

Há pecados de verão que apetecem mesmo nos dias de chuva

ice-cream-cone-1274894_1920

Há pecados de verão que apetecem mesmo nos dias de chuva

João Galamba, Secretário de Estado da Energia 
(PAULO SPRANGER/Global Imagens)

João Galamba: “Há diferença entre encontrar rendas excessivas e cortá-las”

Outros conteúdos GMG
Scania também é apanhada no cartel dos camiões. Multa soma 3,8 mil milhões