aviação

Se Boeing falhar, Ryanair volta a fechar bases aéreas

(Artur Machado / Global Imagens)
(Artur Machado / Global Imagens)

Companhia tem de receber 20 aviões este ano ou volta a fazer cortes. Estão ativas 82 bases na Europa.

A 8 de janeiro, 75 trabalhadores da Ryanair na base de Faro ficaram sem emprego. Foi a solução possível para a manutenção daquela base aérea, numa altura em que a companhia low-cost se debate com a falta de resposta da Boeing às várias encomendas de aviões, que deviam ter começado a chegar ainda no ano passado. Mas a crise e os cortes podem intensificar-se, alertou a Ryanair, esta terça-feira, 14 de janeiro, em conferência de imprensa, em Madrid.

Se a Ryanair não conseguir receber pelo menos 10 aviões 737-MAX este ano “seria um drama e os encerramentos de bases estariam em cima da mesa em Espanha e na Europa”, alertou Darrell Hughes, diretor de recursos humanos da Ryanair, citado pela agência EFE.

“Se as entregas do B-Max se reduzirem a zero, podem surgir novos encerramentos de bases em Espanha e outros países Europeus”, bem como “mudanças nos calendários” de voos, alertou ainda Kenny Jacobs, diretor de Marketing desta companhia.

Enquanto em Faro, a companhia reconsiderou o encerramento da base, depois de um esforço que envolveu o governo e a gestora aeroportuária ANA, em Espanha não aconteceu o mesmo. A 8 de janeiro, encerraram as bases de Tenerife, Lanzarote e Gran Canaria. Girona só não fechou porque teve cortes salariais. No resto da Europa foram encerradas bases em Nuremberga, Hamburgo, Estocolmo e Belfast durante o ano passado.

Atualmente, a Ryanair conta, em Portugal, com bases em Lisboa, Porto e Faro, sendo mesmo a companhia mais importante na base do Sul e do Norte do País. Em Espanha, tem nove bases, em Madrid, Barcelona, Girona, Palma, Sevilha, Málaga, Santiago de Compostela, Alicante e Valência, a que se junta Ibiza que é base de verão para a low-cost.

No total da Europa, a Ryanair conta ainda com 82 bases ativas. Cada vez que são feitos cortes numa base, terminam os contratos dos trabalhadores que estão alocados a essa mesma base. Ao todo, a companhia tem mais de 3000 trabalhadores espalhados pela Europa.

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