OPA à EDP

Se OPA avançar a ERSE poderá reavaliar independência da REN

Maria Cristina Portugal, Presidente da ERSE
( Nuno Pinto Fernandes/ Global Imagens )
Maria Cristina Portugal, Presidente da ERSE ( Nuno Pinto Fernandes/ Global Imagens )

A ERSE poderá ter que olhar também para a REN. O regulador tem que avaliar a capacidade da China para fiscalizar a regra de separação de atividades

Termina esta sexta-feira o prazo para os chineses da China Three Gorges oficializarem o pedido do registo da oferta pública de aquisição (OPA) sobre a EDP. Caso o façam, o que permite que a operação seja lançada de fato, a Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) vai ter que voltar a atenção para a REN, empresa em que o Estado chinês detém uma participação 25%.

Isto é, a ERSE vai ter que verificar se as regras europeias que obrigam à separação efetiva entre as atividades de redes de transporte de energia e as de produção e comercialização das atividades estão a ser cumpridas. Segundo o Público desta sexta-feira, a ERSE tem que avaliar se a empresa chinesa terá capacidade para fiscalizar estas regras de separação de atividade.

A Comissão Europeia também poderá ter que se pronunciar, caso a OPA seja aceite ou a participação chinesa na REN aumente. Se alguma das duas situações avançar, a ERSE em conjunto com Bruxelas terá que definir novos critérios de análise de certificação.

A China Three Gorges detém 28,25% da EDP. Quando apresentou a OPA propôs dar 3,26 euros por ação. A EDP já considerou o valor muito baixo.

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