Coworking

Second Home em Lisboa puxa pelas indústrias criativas de Portugal

Rohan Silva co- fundador do espaço Second Home, fotografado no Mercado da Ribeira. Fotografia: Gustavo Bom / Global Imagens
Rohan Silva co- fundador do espaço Second Home, fotografado no Mercado da Ribeira. Fotografia: Gustavo Bom / Global Imagens

Espaço de coworking aposta em empresas que ajudam a economia a crescer e quer puxar pelas indústrias criativas.

“Lisboa é uma cidade mais criativa do que Nova Iorque ou São Francisco.” É desta forma que o CEO Rohan Silva justifica a abertura do segundo Second Home, em Lisboa, na segunda-feira. Este espaço de coworking aposta em empresas que ajudam a economia a crescer e quer puxar pelas indústrias criativas. E recusa que este espaço seja tratado como uma incubadora de startups.

“Lisboa tem várias incubadoras de startups tecnológicas, que são muito importantes. Mas de onde acham que vem a criatividade? Cai do céu ou devemos criar um espaço para promover novas ideias?” Por isso, no mesmo espaço, temos uma sociedade de capital de risco (Faber Ventures), uma agência de marketing digital (Monday), uma escola de surf (EPIC) e uma marca de acessórios de moda (Parfois). Todas estas empresas nasceram em Portugal.

Para Rohan Silva, as indústrias criativas são das poucas que poderão criar empregos nos próximos anos. “Os robots são terríveis a desenhar ou a criar estratégias publicitárias. Queremos facilitar a criação de novos postos de trabalho.” O cofundador lembra também que Portugal “é uma economia muito criativa” e que a capital “tem a capacidade de encorajar todos os países a virem para cá”.

O Second Home também aposta noutro tipo de condições inovadoras: mais de mil plantas e árvores, biblioteca com dois mil livros em português e inglês para partilhar, máquina de café italiana, um bar que estará aberto ao público em dias de eventos e exibição de filmes; haverá ainda uma área dedicada a meditação, ioga e pilates.

O espaço será inaugurado já com 90% da lotação ocupada. E houve mesmo alguns nãos pelo caminho, depois de o processo de seleção ter sido feito por um comité escolhido por seis pessoas. O Second Home já tem parcerias com o Village Underground Lisbon e o IADE, criando pontes com entidades locais ligadas às indústrias criativas.

O Second Home não quer ficar por aqui no nosso país. Rohan Silva lembra que foi recrutado, “de propósito”, um responsável de operações para Portugal, Frederico Carneiro, e não apenas para a capital. “Queremos abrir mais espaços.”

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