Tecnologia

ByteDance poderá criar nova empresa com a Oracle para evitar bloqueio nos EUA

EPA/HAYOUNG JEON
EPA/HAYOUNG JEON

Para evitar ser bloqueada nos Estados Unidos, a ByteDance e a Oracle poderão vir a fundar uma nova empresa, avança o Financial Times.

Embora os detalhes do acordo ainda estejam sujeitos a mudança, o Financial Times avança mais alguma informação sobre a proposta submetida pela ByteDance, dona do TikTok, e pela Oracle.

O FT refere, citando fontes com acesso à proposta, que para evitar o bloqueio da aplicação de vídeos curtos nos Estados Unidos poderá ser criada uma nova empresa, sediada no país. Enquanto a empresa chinesa seria a acionista maioritária dessa possível empresa, a Oracle passaria a deter uma participação no negócio global da ByteDance e não só na operação dos Estados Unidos.

Com a Walmart a já ter demonstrado interesse numa participação – a empresa fez parte da proposta apresentada pela Microsoft, entretanto rejeitada – também a gigante do retalho poderia ganhar uma participação nesta nova companhia.

A ByteDance e a Oracle confirmaram esta segunda-feira que submeteram à administração Trump uma proposta de acordo para que o TikTok continue disponível nos Estados Unidos. Em comunicado, a Oracle referiu que passaria a ser a “parceira tecnológica de confiança” da ByteDance.

De acordo com a CNBC, o governo de Donald Trump poderá dar luz verde a este acordo. Assim que foi anunciado que a Oracle estaria na corrida, o presidente dos Estados Unidos veio a público demonstrar o apoio à tecnológica co-fundada por Larry Ellison. Tanto Ellison como Safra Catz, a CEO da Oracle, são apoiantes assumidos da administração Trump.

Com o governo dos Estados Unidos a alegar que o TikTok representa um risco para a segurança nacional, o FT indica que os dados gerados pelos utilizadores americanos “serão geridos e armazenados nos Estados Unidos”, com o intuito de satisfazer a Casa Branca. Já a ByteDance continuaria a ter o controlo total do algoritmo da aplicação.

No país de origem do TikTok, as autoridades chinesas continuam a contestar as tomadas de decisão dos Estados Unidos. Citado pela Bloomberg, Zhang Ming, líder da Missão Chinesa para a União Europeia, classifica a situação do TikTok na América como “um ato típico de possessão coerciva” e “bullying económico”.

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