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Seguradora Lusitania assegura “rigoroso cumprimento” da lei

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A AdC acusou terça-feira cinco seguradoras de "cartel de repartição de mercado e fixação de preços" durante sete anos.

A companhia de seguros Lusitania disse esta quarta-feira que opera no mercado “pautada pelo mais estrito e rigoroso cumprimento das regras legais”, depois de ter sido acusada de cartel pela Autoridade da Concorrência juntamente com outras quatro seguradoras.

“A atuação da Lusitania no mercado é pautada pelo mais estrito e rigoroso cumprimento das regras legais e regulamentares aplicáveis ao setor segurador, mantendo na relação com os seus parceiros e clientes uma conduta transparente e de grande profissionalismo”, lê-se no comunicado divulgado esta quarta-feira pela empresa do Grupo Montepio, um dia depois de ter sido conhecida a acusação.

A Autoridade da Concorrência (AdC) acusou terça-feira cinco seguradoras de “cartel de repartição de mercado e fixação de preços” durante sete anos, com impactos nos preços dos seguros contratados por grandes clientes empresariais, nomeadamente em seguros de acidentes de trabalho, saúde e automóvel.

As empresas em causa são Fidelidade e Multicare (ambas do grupo Fidelidade, comprado pela Fosun em 2014 à Caixa Geral de Depósitos), Lusitânia (pertencente ao Montepio), a sucursal em Portugal da seguradora suíça Zurich e o grupo Seguradoras Unidas (do fundo norte-americano Apollo).

No mesmo comunicado, a seguradora acrescenta que “esteve sempre disponível, e continuará a estar, para prestar todos os esclarecimentos e colaboração com a Autoridade da Concorrência”.

A companhia de seguros afirmou ainda que tem contribuído “para o fortalecimento e sustentabilidade do setor, ciente dos grandes desafios que o mesmo enfrenta e as preocupações regulatórias que vêm sendo transmitidas pela respetiva Autoridade, dados os desequilíbrios técnicos que ainda persistem, designadamente em Acidentes de Trabalho e Automóvel”.

Esta investigação da Autoridade da Concorrência iniciou-se em maio do ano passado após denúncia de empresas que participaram no cartel, ao abrigo do programa de clemência, que prevê dispensa ou redução de multas.

O Público tinha noticiado, em junho, que a investigação ao cartel partiu de uma denúncia da Tranquilidade.

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