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Selfie Pay. Falta pouco para pagar compras com a íris.

Sistema Selfie Pay identifica o utilizador pela íris através de fotografia tirada com smartphone. 
Foto: Mel MacLaine/Mastercard
Sistema Selfie Pay identifica o utilizador pela íris através de fotografia tirada com smartphone. Foto: Mel MacLaine/Mastercard

Cartões. MasterCard tem oito laboratórios de inovação que, entre outras coisas, estudam pagamentos através de validação biométrica .

Imagine este cenário. Está em frente à máquina que vende chocolates e batatas fritas do seu escritório e em vez de procurar moedas nos bolsos, puxa do telemóvel para pagar. Tira uma selfie e já está. O chocolate está pago. Esta é apenas uma das muitas formas de pagamento que serão reais num futuro próximo e que estão já a ser objeto de estudo na MasterCard.

Em Dublin, na sede da MasterCard Labs, visitada pelo DN/Dinheiro Vivo, uma das principais apostas é o desenvolvimento de soluções para pagamentos através de validação biométrica. E é aqui que entra a Selfie Pay – para verificar a identidade do consumidor através da íris, basta fotografar o olho com o telemóvel -, ou a pulseira Nymi, que mede os ritmos cardíacos únicos do cliente. O passo seguinte não tem grandes segredos: a informação circula “tokenizada” através do MasterCard Pass, ou seja, segue encriptada entre aparelhos e sem fornecer os dados do cartão ou do utilizador.

E voltamos ao exemplo inicial: máquinas de vending ou de lavar roupa (em lavandarias self-service) poderão funcionar sem dinheiro físico. Para os comerciantes, a poupança é a óbvia: terminam os problemas de transporte de moedas.
Apesar de Portugal não ser vanguardista nas novas tecnologias de pagamento, o uso de cartões contactless – introduzidos no país no verão de 2013 – está aumentar. No último trimestre de 2015, os pontos de venda aumentaram 175%, altura em que o valor médio por transação também subiu para 15 euros. Em toda a Europa, a MasterCard atingiu, durante o ano passado, mil milhões de transações contactless – mais 150% do que em 2014.

Feitas as contas, não há como escapar à quarta revolução, a não ser que se esteja disposto a pagar por isso. Hoje, um bilhete de avião ao balcão é mais caro do que online. “O futuro está aqui e estamos a trabalhar para anteciparmos o próximo futuro”, resumiu Gary Lyons, chief innovation officer da MasterCard.

E enquanto a internet das Coisas vai ligando eletrodomésticos a smartphones , “há milhões de pessoas que nunca têm direito a uma identidade, nem sequer a um registo de nascimento”, recorda Ann Cairns, presidente de mercados internacionais da MasterCard. Na África do Sul, conta, a empresa está a trabalhar com o governo num sistema, o MCAid, que garante que a população recebe as ajudas devidas. O MCAid é um cartão com chip, carregado com dinheiro ou pontos, que o utilizador utiliza para adquirir bens, autorizando a compra com um pin. “Não precisa de conta bancária e não corre o risco de ser assaltado”, resume Cairns, calculando que, também na Europa, e “sem falar de refugiados, existam 97 milhões de excluídos do sistema financeiro”.

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