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Sérgio Monteiro: “greves matam serviço público de transportes”

Sérgio Monteiro atribui aos sindicatos a perda de passageiros em 2012 e 2013
Sérgio Monteiro atribui aos sindicatos a perda de passageiros em 2012 e 2013

O secretário de Estado dos Transportes, Sérgio Monteiro, considera que as greves "matam o serviço público de transportes". O responsável atribui mesmo aos sindicatos a responsabilidade pela perda de passageiros em 2012 e 2013", referiu esta manhã à TSF.

“Tivemos em 2012 e 2013 perda de passageiros porque o número de greves foi avassalador nas empresas que prestam serviço, mas em 2014, um ano em que praticamente não existiram greves, o número de passageiros recuperou“, apontou Sérgio Monteiro.

O secretário de Estado dos Transportes sustentou também que os sindicatos têm contestado as medidas no setor “mais por motivos políticos do que por fins laborais. Oiço sempre os dirigentes sindicais dizerem que querem mandar o Governo para a rua, não me parece que isso seja propriamente uma contestação de natureza laboral”, notou em declarações à mesma rádio.

Sérgio Monteiro defendeu ainda que garantias dos cadernos de encargos relativos às concessões não são prejudiciais quer para trabalhadores que para utentes. “Diz que a carreira X tem o seu ponto de início no local X e o ponto de destino no local Y e qual percurso e o horário”, exemplificou. São “as mesmas obrigações de serviço que hoje a Carris tem em Lisboa, que a STCP tem no Porto e os respetivos metropolitanos também têm”, refutando as críticas dos sindicatos.

Os sindicatos do Metro de Lisboa têm uma paralisação de 24 horas marcada para sexta-feira, 17 de abril, em protesto à subconcessão do Metropolitano da capital e da Carris a empresas privadas.

Para o dia anterior, os sindicatos da CP, CP Carga e Refer também convocaram uma greve. Uma paralisação para a qual foram decretados serviços mínimos na segunda-feira pelo Tribunal Arbitral. O acórdão prevê a realização de viagens sobretudo nos períodos de “hora de ponta”.

Os trabalhadores da CP e Refer, representados pela Fectrans, e que já pararam na altura da Páscoa, voltam a questionar os processos de “liquidação/privatização da EMEF e da CP Carga”. A mesma Federação quer ainda protestar contra “a destruição da Refer na fusão com a Estradas de Portugal”.

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