Sérgio Monteiro: “O interesse estratégico numa empresa como a TAP não muda assim em 10 meses”

Sérgio Monteiro
Sérgio Monteiro

O Governo quer que o futuro dono da TAP tenha interesse a médio e
longo prazo na empresa, disse hoje o secretário de Estado dos
Transportes, em resposta à redução do interesse do grupo IAG
devido à morosidade da privatização. “Queremos grupos a tomar
conta da TAP que tenham interesse não só no curto, mas também no
médio e no longo prazos. Não me parece que em 10 meses o interesse
estratégico que um potencial investidor tenha numa empresa como a
TAP tenha mudado assim tão significativamente”, afirmou à Lusa
Sérgio Monteiro.

Foi a reação do secretário de Estado das Obras Públicas,
Transportes e Comunicações às declarações do grupo IAG, que
controla as operadoras aéreas British Airways e a Ibéria, que
afirmou ter menos interesse na privatização da TAP devido à demora
do processo.

Confrontado com estas declarações, o secretário de Estado
afirmou: “Era preocupante se tivéssemos escolhido o grupo IAG,
porque passado um ano da manifestação de interesse eles já têm
menos interesse”.

Sérgio Monteiro, que falava à margem das comemorações do Dia
Mundial das Telecomunicações, em Lisboa, salientou que a TAP tem
“rotas extraordinariamente atrativas e tem de continuar a
contribuir para o desenvolvimento do hub [centro de conexão de voos]
de Lisboa”.

O secretário de Estado voltou a afirmar que o nome dos assessores
financeiros e jurídicos das privatizações da TAP e da ANA

Aeroportos serão conhecidos em “breve” e disse que “as
entidades que provavelmente serão as vencedoras deverão ser
escolhidas até ao final do ano”.

A 1 de maio, Sérgio Monteiro afirmou que o caderno de encargos
para a privatização da TAP iria a Conselho de Ministros durante o
primeiro semestre deste ano, e que esperava ter a operação
concluída “no início do segundo semestre”.

Hoje, o secretário de Estado disse ainda que, “da parte do
Estado, não haverá qualquer iniciativa no sentido de haver
entendimento prévio relativamente a investidores de um país ou de
outro”.

Na quarta-feira, a Lufthansa esclareceu que, embora considere a
TAP uma companhia aérea interessante, não existe um “interesse
concreto” por parte da transportadora alemã na aquisição da
empresa portuguesa.

O esclarecimento surgiu depois de o Financial Times ter noticiado,
com base numa entrevista ao presidente executivo da Lufthansa,
Christoph Franz, que a empresa alemã estava interessada na compra da
TAP, com os olhos postos nas ligações da transportadora para a
América Latina.

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