Inovação

Siemens desenvolve motor elétrico com apenas 50 quilos de peso

A aeronave acrobática Extra 330LE exposta na sede da Siemens em Munique
A aeronave acrobática Extra 330LE exposta na sede da Siemens em Munique

Multinacional alemã tem uma nova unidade de apoio às empreendedorismo, a Next47. A aviação elétrica é o primeiro projeto

Ajudar a impulsionar a aviação elétrica é uma das apostas da Siemens, que se associou à Airbus e espera ver, até 2030, os primeiros voos comerciais, com até 100 passageiros e distâncias de mil quilómetros.

Para já, a multinacional alemã desenvolveu um novo tipo de motor elétrico que, com apenas 50 quilos de peso, fornece um output contínuo de 260 quilowatts, cinco vezes mais do que os sistemas comparáveis, garante a Siemens. O motor alimenta a aeronave acrobática Extra 330LE, que recentemente bateu um novo recorde mundial ao atingir a altitude de três mil metros em quatro minutos e 22 segundos. Qualquer coisa como 11,5 metros por segundo.

O desenvolvimento de sistemas de propulsão elétrica para a aviação é o primeiro projeto da Next47, a nova unidade da Siemens de apoio ao empreendedorismo e às startups, que dispõe de mil milhões de euros para investir nos próximos cinco anos. A nível mundial.

“Há players muito inteligentes a operar nas startups, seja ao nível dos empreendedores, seja do lado dos financiadores, e nós queremos trabalhar com eles. Temos um caminho de experiência no setor e uma boa reputação”, explicou aos jornalistas e analistas, no encontro anual de inovação da Siemens, em Munique, o responsável da Next47, Lak Ananth.

Questionado sobre o futuro, garante que a nova unidade se pode diferenciar no mercado: “Tradicionalmente, os investidores corporativos prometem muitos mas entregam pouco. Mas nós, na Siemens, já provamos que somos bons parceiros das empresas que ajudamos a criar. E não pretendemos medir forças com quem já está no mercado, queremos apenas ser um parceiro mais no ecossistema”.

Líder mundial em automação e assumindo-se como a única empresa no mercado com uma oferta global complementar ao nível do software, dos sistemas digitais e da Internet of Things, a multinacional alemã aumentou em 25% o seu orçamento de investigação e desenvolvimento desde 2014. No próximo ano, o grupo vai aplicar cinco mil milhões de euros no fomento à inovação, o que representa um aumento de 300 milhões face a 2016 (o ano fiscal da Siemens vai de 1 de outubro a 30 de setembro). Além da Next47, os principais focos do investimento serão as áreas da automação, digitalização e sistemas de energia descentralizados.

Com receitas de mais de mil milhões de euros nos serviços digitais em 2016 e na ordem dos 3,3 mil milhões de euros nas soluções de software, o grupo alemão cresceu 12% face ao ano anterior, bem acima, sublinha, dos 8% de evolução do mercado. E pretende, até 2020, crescer a dois dígitos ao ano.

A nova plataforma MindSphere é um ecossistema aberto, na nuvem, que pretende otimizar o desempenho operacional de uma fábrica, através da recolha e análise de grandes conjuntos de dados industriais. Uma nova área de negócio “em fase de arranque que, mais do que prestar serviços, acrescenta valor à cadeia do cliente”, diz Jan Mrosik, CEO da Digital Factory.

Questionado sobre quando chegará este novo produto a Portugal, Jan Mrosik refere, apenas, que o alargamento ao resto da Europa “acontecerá nos próximos meses”. As empresas portuguesas “estão convidadas”, afirma, a desenvolver aplicações para o MindSphere.

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