Siemens pode vir a despedir quase sete mil trabalhadores

Gigante da engenharia admite adversidades na indústria e tem em cima da mesa um corte de quase sete mil postos de trabalho na área das turbinas

Reina a incerteza no universo da engenharia. Depois da General Electric, é a Siemens quem admite uma reestruturação de grandes dimensões e que pode levar ao despedimento de quase sete mil trabalhadores em todo o mundo.

Em comunicado, citada pela agência Reuters, a administração admite estar a enfrentar uma situação adversa. "A indústria da energia está a passar por uma interrupção do alcance e da velocidade sem precedentes", lê-se no documento assinado por Lisa Davis, membro da administração da Siemens.

Perante a situação, o grupo admite o corte de cerca de 6.900 postos de trabalho na secção das turbinas e dos serviços associados a esse departamento.

"A ação de hoje segue um esforço de quase três anos para dimensionar o negócio para esse mercado em mudança", acrescenta a representante da Siemens no comunicado que foi divulgado esta quinta-feira.

É de recordar que, há menos de uma semana, também a gigante da General Electric deu início a um processo desta natureza, perante as sucessivas perdas em bolsa (que os 86 mil milhões de euros desde janeiro) e que levaram o conglomerado a optar pela alienação de ativos e pela reestruturação das áreas de aeronáutica, saúde e energia. Todo este plano traduziu-se ainda numa onda de despedimentos que pode chegar ao corte de 25% dos mais de 24 mil postos de trabalho da General Electric.

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