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Sindicato de estivadores espera soluções nos portos de Leixões e Caniçal

Em novembro, a PSP retirou os precários do Porto de Setúbal que estavam a impedir a entrada de um autocarro com trabalhadores contratados para carregar um navio com automóveis da Autoeuropa. Um a um, quase sem oferecer resistência, num protesto que continua pacífico, os trabalhadores foram retirados da estrada, onde se sentaram, e foram levados para a berma, para trás de um gradeamento.
(Carlos Santos/Global Imagens)
Em novembro, a PSP retirou os precários do Porto de Setúbal que estavam a impedir a entrada de um autocarro com trabalhadores contratados para carregar um navio com automóveis da Autoeuropa. Um a um, quase sem oferecer resistência, num protesto que continua pacífico, os trabalhadores foram retirados da estrada, onde se sentaram, e foram levados para a berma, para trás de um gradeamento. (Carlos Santos/Global Imagens)

Antonio Mariano, presidente do SEAL, denuncia que os filiados de Leixões e do Caniçal têm sido "perseguidos" e visto os salários diminuídos.

O presidente do Sindicato dos Estivadores e Atividade Logística (SEAL), António Mariano, espera que se resolvam até ao final desta semana nos portos de Leixões e Caniçal as “perseguições” devido a “filiação sindical”.

Em audição no Comissão parlamentar de Economia, Inovação e Obras Públicas, no âmbito de um requerimento do Bloco de Esquerda, o líder sindical garantiu que o acordo do passado dia 14 com os operadores “não tem nada de diferente” da proposta do SEAL de julho acerca da integração de trabalhadores precários no porto de Setúbal.

“A única coisa que faltava garantir era que os problemas nos portos de Leixões e do Caniçal, em virtude da sua filiação sindical, serão ultrapassados durante esta semana”, disse o dirigente aos deputados, notando que os filiados no SEAL têm sido “perseguidos” e com os salários diminuídos.

Acerca do porto de Lisboa, o sindicalista referiu que o prazo para o acordo ser efetivado é 15 de janeiro.

A mesma fonte referiu que “desde ontem [terça-feira] começaram a ser assinados os contratos sem termo” para os primeiros 56 trabalhadores de Setúbal.

No passado dia 14 foi assinado um acordo entre o SEAL e os operadores portuários, sob mediação do Governo, para o regresso ao trabalho dos estivadores do porto de Setúbal.

Este acordo prevê a passagem imediata a efetivos de 56 trabalhadores precários (mais 10 a 37 numa segunda fase) e o levantamento de todas as formas de luta, incluindo a greve ao trabalho extraordinário.

O acordo pôs fim a um conflito com os estivadores precários de Setúbal que recusavam apresentar-se ao trabalho desde o dia 05 de novembro e garante também a prioridade na atribuição de trabalho aos atuais trabalhadores eventuais que não sejam integrados nos quadros dos operadores portuários, face a outros que ainda não estejam a laborar no porto de Setúbal.

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