aviação

Sindicato diz que mais cancelamentos na Ryanair são “inevitáveis”

Michael O'Leary, CEO da Ryanair. (Fotografia: Will Oliver/ EPA)
Michael O'Leary, CEO da Ryanair. (Fotografia: Will Oliver/ EPA)

Organização constituída por pilotos da companhia irlandesa assegura que O'Leary não resolveu problema e pede demissão do CEO.

O European Employee Representative Council (EERC) assegura que os pilotos continuam a abandonar a companhia de aviação irlandesa Ryanair e que mais cancelamentos são “inevitáveis”, desafiando, hoje, em carta enviada ao CEO da empresa, Michael O’Leary a demitir-se.

“Pelos nossos cálculos, parece que novos cancelamentos são inevitáveis devido à contínua demissão de pilotos”, escreve o organismo, em carta enviada a O’Leary e a que a Reuters teve acesso.

O EERC calcula que não haja qualquer diminuição no ritmo de saída dos pilotos que, há um ano, levou ao cancelamento de mais de 20 mil voos, ainda que fonte da Ryanair tenha assegurado, no início deste mês, que possuem pilotos mais do que suficientes para operar os voos programados.

Só que, diz a referida carta, no último mês o EERC reparou num aumento dos pedidos para trabalho em dias de folga, algo que terá acontecido antes dos cancelamentos do ano passado.

Segundo vários sindicatos de pilotos, o EERC representa um número significativo dos mais de quatro mil pilotos da companhia aérea irlandesa, ainda que a administração da Ryanair o classifique como “uma união de sindicados de fachada da concorrência”. Embora a Ryanair refira que estão em curso conversações com sindicatos de sete países, no sentido de evitar greves por altura da Páscoa, apenas um sindicato britânico assinou um acordo de reconhecimento com a companhia irlandesa.

O organismo europeu constituído por pilotos da companhia de aviação irlandesa Ryanair para lutar por melhores condições de trabalho foi um dos responsáveis, há um ano, pelo início da revolta dos funcionários da empresa. Na missiva enviada hoje, pede a demissão do CEO Michael O’Leary para que “os investidores contratem um novo CEO que devolva esta companhia aérea ao seu lugar devido”.

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