Sindicato: "É imoral" ligar cobrança de comissões a despedimentos

"As declarações da APB são de um profundo desrespeito pelos trabalhadores das instituições bancárias", diz o presidente do SNQTB.

O Sindicato Nacional dos Quadros e Técnicos Bancários (SNQTB) criticou esta quarta-feira a Associação Portuguesa de Bancos (APB) por ter alertado que a imposição de limites às comissões bancárias pode ter impacto nos empregos do setor.

Num comunicado enviado às redações, o Sindicato "mostra-se indignado com o comunicado da Associação Portuguesa de Bancos".

O Parlamento debate amanhã 11 propostas de partidos para eliminar algumas comissões bancárias e limitar outras.

"As declarações da APB são de um profundo desrespeito pelos trabalhadores das instituições bancárias. É imoral estabelecer qualquer relação direta entre a cobrança de comissões e os despedimentos dos trabalhadores e o encerramento de balcões", afirma Paulo Marcos, presidente do SNQTB citado no comunicado.

Lembra que, "no passado, os bancos aumentaram as comissões e não foi por isso que deixaram de despedir, estabelecer programas de rescisões de mútuo acordo ou propor reformas antecipadas aos trabalhadores".

"A relação estabelecida pela APB revela a falta de seriedade das entidades que a integram e constitui um bode expiatório para um objetivo previamente definido e que não podemos deixar de denunciar", adianta Paulo Gonçalves Marcos.

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