Recursos Humanos

Call Centers. Sindicato reúne com a EDP

Trabalhadores da Randstad em serviço à EDP estiveram em greve a 4 de novembro

O Sindicato das Indústrias Elétricas do Sul e Ilhas (SIESI) reuniu-se esta terça-feira, em Lisboa, com a administração da EDP para apresentar as reivindicações dos trabalhadores da Randstad a prestar serviço nos centros de atendimento da energética.

“Já tínhamos solicitado anteriormente a reunião mas, pela primeira vez, recusaram, [por isso], remetemos um novo pedido para o gabinete de António Mexia [presidente executivo da empresa] e a partir daí deram ordens para a EDP Comercial realizar a reunião”, referiu à Lusa, Ana Romão do SIESI.

De acordo com a sindicalista, em causa está o decréscimo do volume de trabalho, a saída de funcionários para outros prestadores de serviços, a extinção de postos de trabalho e a instabilidade salarial.

“Anteriormente existiam quatro escalões salariais, que têm vindo a ser suprimidos, e com o próximo aumento do salário mínimo nacional serão reduzidos a dois escalões, o que não faz qualquer sentido em empresas como esta”, acrescentou Ana Romão.

No dia 04 de novembro, os trabalhadores da Randstad em serviço à EDP estiveram em greve, com uma adesão na ordem dos 95%, de acordo com o sindicato afeto à CGTP.

Contactada pela Lusa, fonte oficial da EDP notou, na altura, que “não foram sentidas perturbações no atendimento ao cliente”.

Porém, Ana Romão advertiu hoje que “existiram muitas chamadas em espera e que a empresa recorreu ao trabalho suplementar, o que não se justificaria se não sentisse qualquer impacto” da greve.

Para além de reivindicar melhores condições de trabalho para os 1.500 funcionários que operam em Lisboa, o sindicato transmite as mesmas preocupações face aos trabalhadores que se encontram em Seia (ligados a outra empresa) e pondera avançar com novas formas de luta, caso não haja diálogo com os colaboradores.

“Durante a reunião, advertimos para o facto de que se a Randstad não der abertura para o diálogo não iremos cessar a nossa luta e, por isso, durante o mês de dezembro podem existir novas paragens a conciliar com os ‘call centers’ de Seia”, disse a sindicalista do SIESI.

A lusa tentou contactar a Randstad mas, até ao momento, não obteve uma resposta.

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