Greve dos motoristas

Sindicato faz “último apelo” à ANTRAM para um compromisso

O presidente do sindicato, Francisco São Bento. FOTO: TIAGO PETINGA/LUSA
O presidente do sindicato, Francisco São Bento. FOTO: TIAGO PETINGA/LUSA

A proposta abre “mão do desdobramento para 2021 e 2022", diz o sindicato em comunicado

Francisco São Bento, presidente do Sindicato Nacional de Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP) apelou novamente aos patrões que aceitem as propostas articuladas com o Governo. Em comunicado, Francisco São Bento sublinha: “ainda há tempo, fazemos um último apelo a que a ANTRAM aceite a proposta de compromisso que o Governo articulou com o SNMMP”.

O presidente do SNMMP diz que a proposta abre “mão do desdobramento para 2021 e 2022, centrando-se num plano de ganhos inferior aos 900 euros de salário base pelos quais nos batemos”, demonstrando “a disponibilidade do nosso compromisso” e “o esforço negocial do Governo”.

A proposta negociada com o Governo prevê “uma nova dotação salarial, capaz de reconhecer a especificidade dos motoristas de cargas perigosas, o grau de desgaste e risco associado ao nosso trabalho, bem como a sua importância para o conjunto da sociedade”.

Como diz em comunicado, “esse reconhecimento, ainda que pago sob a forma imperfeita de complemento salarial, teria a garantia que seria pago pelos empregadores e tributado pelo Estado, tal e qual como acontece com o valor recebido no salário base.”

“Esse reconhecimento, ainda que pago sob a forma imperfeita de complemento salarial, teria a garantia que seria pago pelos empregadores e tributado pelo Estado, tal e qual como acontece com o valor recebido no salário base”, adianta ainda.

A questão está no aumento em 40% do subsídio de operações, cujo valor foi fixado em 125 euros no acordo coletivo assinado com a Fectrans e já posteriormente com o SIMM, que entretanto desistiu da greve.

Segundo o SNMMP, a ANTRAM “não aceitou reconhecer que o trabalho suplementar tem que ser pago sem recurso a uma carta branca cujo resultado é a normalização de turnos até 16 horas”.

As dez horas de negociação, que terminaram esta madrugada, redundou uma vez mais na intransigência que a ANTRAM tem revelado em todo este processo, diz o comunicado.

No comunicado, a direção do sindicato diz ainda que não fechará já a porta, mantendo “a convicção de que, até ao Plenário Nacional marcado para domingo”, “o Governo utilizará as ferramentas que ainda tem ao seu dispor para chamar à razão a ANTRAM”.

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