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Sindicatos avançam com ações contra PT

Sindicatos da PT contra a Altice
Sindicatos da PT contra a Altice

Primeiras ações dos sindicatos contra a transmissão dos trabalhadores da PT Portugal vão dar entrada no Tribunal de Trabalho de Lisboa

As primeiras ações dos sindicatos contra a transmissão dos trabalhadores da PT Portugal para empresas externas vão dar entrada no Tribunal de Trabalho de Lisboa até 22 de dezembro, anunciou Jorge Félix, presidente do Sindicato dos Trabalhadores da PT.

As primeiras ações visam a Winprovit, empresa para a qual foram transferidos 37 trabalhadores. Os processos não envolvem, no entanto, todos os trabalhadores. Este mês as ações vão ser colocadas contra a Meo e a Winprovit por cerca de 15 trabalhadores do SINTTAV e cerca de dois do STPT. Em janeiro, depois das férias judiciais, dão entrada outro processo envolvendo um total de 15 trabalhadores associados do SNTCT envolvendo as mesmas empresas.

Depois seguir-se-ão outros processos relativos a transferência de cerca de 100 trabalhadores para outras empresas fornecedoras da PT através de transmissões de estabelecimento, nomeadamente Sudtel, Tnord e Field Force Atlantic, está última acolheu os trabalhadores transmitidos para a Visabeira.

Os processos deverão dar entrada em várias zonas geográficas, consoante a área de residência dos trabalhadores e das empresas, mas deverão concentrar-se sobretudo em Lisboa e Porto. Dos 155 trabalhadores transmitidos pela PT, mais de 20 já rescindiram.

O anúncio foi feito depois da primeira reunião dos sindicatos com o novo CEO da PT, Alexandre Fonseca. Do encontro nenhum compromisso futuro ficou fechado no que toca a eventuais novas transmissões de estabelecimento.

“Não há qualquer compromisso ou ideia diferente” face ao que estava ser feito por gestões anteriores da PT Portugal, considerou Jorge Félix fazendo o balanço do encontro. Ficou apenas o desmentido de eventuais vendas de ativos do grupo em Portugal. “A Altice é uma empresa privada que trabalha para o lucro, mas entendemos nós que é possível fazê-lo sem sacrificar os trabalhadores. Não é claramente assumido pela nova direção que será feito isso sem prejudicar os trabalhadores”, afirmou ainda o porta-voz dos sindicatos do grupo PT. Da reunião não transpareceu que “a gestão que vai ser liderada pelo engenheiro Alexandre Fonseca tenha a preocupação humana como fundamental”, frisou.

“Não nos parece que haja disponibilidade para fazer reversões [das transmissões de trabalhadores para outras empresas]. Também não nos parece que no imediato haja vontade de fazer novas transmissões” de trabalhadores, disse Jorge Félix. Segundo o sindicalista, a Altice não deverá querer já avançar com novos processos de transmissão de trabalhadores devido às alterações à lei que se preparam no Parlamento e ao receio de degradação da imagem da empresa, num momento em que tem uma proposta para comprar a TVI.

O porta-voz dos sindicatos dos trabalhadores do grupo PT/Altice pediu novamente a intervenção do primeiro-ministro junto da Altice, uma reivindicação que vem fazendo nos últimos meses. Para os sindicatos da PT, a falta de respeito pelos trabalhadores, que consideram que fere a lei, e o “assédio estratégico” que a Altice faz aos trabalhadores — através de transmissão para outras empresas, mudanças de local de trabalho, desqualificações, causando “medo” entre os funcionários – é motivo suficiente para António Costa intervir, usando o seu poder de “persuasão”.

Na quinta-feira os trabalhadores vão concentrar-se frente à presidência do conselho de ministros para entregar uma petição com mais de 8 mil assinaturas ao primeiro-ministro, por quem querem ser recebidos.

 

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