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Sindicatos denunciam planos da Ryanair para encerrar bases em Espanha

Fotografia: Ralph Orlowski/ Reuters.
Fotografia: Ralph Orlowski/ Reuters.

As estruturas sindicais resolveram avançar com uma greve, ainda sem data concreta, mas apontando para setembro.

A Ryanair anunciou hoje, em reunião com sindicatos espanhóis que representam os tripulantes, que tinha planos para encerrar as bases de Las Palmas, Tenerife Sur e Girona, segundo um comunicado das estruturas sindicais.

Num encontro com o Sitclpla e USO, a Ryanair anunciou que iria fechar as bases de Las Palmas e Tenerife Sur no próximo dia 08 de janeiro e indicou também o possível encerramento da estrutura de Girona, ainda sem data concreta.

As estruturas sindicais resolveram, por isso, avançar com uma greve, ainda sem data concreta, mas apontando para setembro, e justificando a decisão com o “comportamento abusivo desta companhia”, segundo a mesma nota. Não foram quantificados os despedimentos que serão originados por esta decisão.

“É injustificável esta vitimização da empresa face a supostos prejuízos, quando é uma empresa com um aumento constante nos lucros”, segundo Manuel Lodeiro, do Sitclpla, citado no comunicado.

Os sindicatos e a companhia aérea ‘low cost’ tinham marcado esta reunião para debater o contrato coletivo de trabalho, mas não houve avanços nesta matéria.

A empresa pediu depois às estruturas sindicais um outro encontro, a seguir à reunião original, sem mediação, onde anunciou os encerramentos, de acordo com a nota.

A Ryanair comunicou esta terça-feira, em Faro, que iria encerrar a base naquele aeroporto em janeiro de 2020, e despedir cerca de 100 trabalhadores, embora mantenha os voos, revelou à Lusa a presidente do Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC), Luciana Passo.

A mesma dirigente avançou, na terça-feira, que uma diretora de recursos humanos da Ryanair esteve naquele dia em Faro para anunciar o encerramento.

No dia 01 de agosto, a Ryanair admitiu que poderá despedir até 500 pilotos e 400 tripulantes de cabine, devido ao impacto do brexit (saída do Reino Unido da União Europeia), ao aumento do preço dos combustíveis e ao atraso na entrega dos aviões Boeing 737 Max.

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